Da série “Highlander”

Maurício Boff | Argentina 16:57 | 13/08/2010

Exercitemos os tópicos e a análise cronológica dos fatos jornalísticos. Lembrando sempre: esses são sempre uma versão ou uma forma de ler a vida, passando longe, bem longe da verdade absoluta. Concordamos? Pois, então, disparo:

2007 – O deputado federal Eliseu Padilha (PMDB-RS) é citado no inquérito da Polícia Federal (PF/RS) chamado Operação Solidária, que apurou a ocorrência de fraude na distribuição de merenda escolar nos municípios do Rio Grande do Sul e na construção de barragens. A Solidária é um braço da famosa Operação Rodin (no qual o parlamentar também teve seu nome citado). Padilha é investigado pelos procuradores da República do Ministério Público Federal (MPF/RS). O processo, hoje, está nas mãos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Os magistrados ainda não se pronunciaram.

Há outras histórias. Sempre há outras histórias.

2008 (…) 2010 – E o tempo passa, claro.

2010 – No dia 07 de junho, o projeto de lei da Ficha Limpa é publicado no Diário Oficial da União.

2010 – O jornal Valor Econômico publica hoje Eliseu Padilha cadastra-se em site que vigia ‘Ficha Limpa’.

Conclua.

Arruda: FREE!

Fabricio Pontin | Estados Unidos 17:05 | 12/04/2010

Vai Braziu!

(via mídia má, PIG , Veja)

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu na tarde desta segunda-feira, 12, por oito votos a cinco, soltar José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, preso desde o dia 11 de fevereiro numa cela da Polícia Federal. A maioria dos integrantes da Corte seguiu voto do ministro Fernando Gonçalves, relator do inquérito sobre o esquema de corrupção no Distrito Federal.

Aêêêêê!

Gonçalves alegou não haver mais “razões” para a prisão preventiva de Arruda. A decisão do STJ contrariou posição do Ministério Público Federal. Em requerimento enviado ao tribunal, a subprocuradora-geral da República Raquel Elias Ferreira Dodge pediu a manutenção da prisão de Arruda.

Arruda foi preso em fevereiro – por decisão do STJ – sob a acusação de coagir testemunhas e obstruir as investigações sobre o esquema de corrupção no governo do Distrito Federal. Tentou, sem sucesso, um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). Em março, Arruda perdeu o cargo de governador. Foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por infidelidade partidária. Arruda deixou o DEM em dezembro depois da revelação do esquema de corrupção desmantelado pela Operação Caixa de Pandora, em 27 de novembro. Ele não recorreu da cassação e aceitou a perda da cadeira de governador.

Mas, a gente já sabia, Arruda superou este viés punitivo-vingativo-sedento-por-sangue deste povo horrível!

Em sua decisão, Fernando Gonçalves alegou que, segundo a Polícia Federal, as próximas diligências da investigação sobre o “mensalão do DEM” serão “técnicas”, diminuindo as chances de Arruda interferir no inquérito. O ministro argumentou também que, cassado, Arruda também perdeu o poder de governador de atrapalhar a ação da polícia para apurar o esquema de corrupção.

Vai lá, Arruda! Vai lá Braziu! Free! Todo mundo junto agora: maior. democracia. representativa. do. planeta! Tem que voltar para a cadeira de Governador, agora. Aposto que vão conseguir provar alguma irregularidade no proce$$o de impedimento do probo ex-governador do Distrito Federal.

Braziuzão de Jeisuis!

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