Finja que ouviu: primeiro programa eleitoral no rádio

Leandro Demori | Itália 13:23 | 17/08/2010

Começou hoje e você certamente perdeu. Então leia o nosso resumo, encha a cara hoje à noite e cante de galo na mesa do boteco. [todos os áudios estão aqui]

Dilma – O programa se confunde com o rádio de verdade [win], e o apresentador com voz de Ursinho Pimpão manda abraço pro agricultor, pro caminhoneiro e pra dona-de-casa antes de comparar a Dilma com a mesma. “É um trabalhão cuidar dos filhos e ainda trabalhar fora, né, Dilma?”. Fatalmente o Nosso Guia Presidente Imperador Lula mandou todo mundo votar na Viuma (obedeçam). Ao contrário do programa de Serra, que tocou um forró, o da La Rousseff apostou no sambão. Carnaval > Festa Junina. Vencerá.

Serra – Apresentam o personagem Chico Cego, que conversa com um cara que imita uma espécie de Lula Bêbado (Lula, enfim). Forrozão pegado com Elba Ramalho ou algum outro membro da família Ramalho (98,9% do Nordeste). Programa fala da origem humilde do Serra e do pai que “carregou frutas para que ele pudesse carregar livros”. Burguês fingindo que ama pobre. Se apresentou como economista. Povo dos grotões achará que “economista” é uma doença. Perderá.

Marina – “Nosso planeta Terra é um milagre”, disse, logo de cara. Chamou no EcoJesus já no começo. Nas primeiras frases achei que ela tinha algum problema na fala, mas prefiro encarar como uma estratégia pra ser sexy e chamar os votos dos indecisos — homens e mulheres, em geral, já escolheram entre Serra e Dilma.

Plínio – Começa com um jogral de homem e mulher (Odair e Hilda). Plínio entra e manda abraço pra todo mundo e, prevendo fim do tempo, convida pro próximo programa. Aí vem outro mezzo-jogral que diz: “Plínio parece frágil, mas não é, é uma rocha que lutou contra a ditadura perversa”, seguido de uma repetição robótica que diz “Vote 50, Vote 50, Vote 50, Vote 50″. Antonio La Trippa exulta.

Levy Fidelix – Chama no sertanejão e nos abesórdos dos impostos. Algo como “Arrôis e Feijãum”. “Pão na mesa (pão)”. Fim do programa (meio segundo democrático).

Eymael – Estava ansioso pra saber se o jingle era ainda aquele, AQUELE, que você pode ouvir em todos os ritmos aqui ou em versão de derretimento completo do ser aqui. Delícia de jingle: “Ei, ei, Eymael, um democrata cristão… lá lá lá iá”. O problema é que depois dessa apoteose de emoção ele se apresenta como gaúcho de Porto Alegre. Perderá.

Zé Maria – “A vida não mudou, a maioria ganha pouco e trabalha muito”, diz o locutor, que logo emenda um “Faaaaala Zé Maria” (imagine um TAPA NAS PALETA nesse momento). E ele faaaaala: “U PêTê usa us terríveis anus du PSDB pra mascarar que mudou o país.” Balbucia mais alguma coisa tipo “revolução” ou “requeijão” antes de ser atropelado pelo já clássico bordão: “Contra burguês, vote 16. PSTU.” Não votarei.

Share on Facebook
Post on Twitter
Google Buzz (aka. Google Reader)
Stumble Now!
Bookmark this on Delicious
Bookmark this on Technorati

Quando a guerra é a única solução

Leandro Demori | Itália 19:58 | 13/03/2010

Fim da diplomacia. Depois deste vídeo só a compra de caças e tanques pode salvar a nossa honra. Às armas, companhêro Jobim!

Share on Facebook
Post on Twitter
Google Buzz (aka. Google Reader)
Stumble Now!
Bookmark this on Delicious
Bookmark this on Technorati

Você contrataria Diuma para ser gerente da sua empresa?

Veja os resultados

Loading ... Loading ...
Receba por e-mail:

Arquivo