Elefante atômico

Walter Valdevino | Brasil 09:12 | 07/06/2010

Eu sei, eu sei. É bem mais fácil acreditar OU que Israel detém controle total sobre a Faixa de Gaza e que está todo mundo morrendo de fome no território e que, portanto, era essencial e politicamente importante levar ajuda humanitária com a “Flotilha da Paz”, já que não há outra forma de enviar nada para lá OU, então, por outro lado, acreditar que Israel está totalmente certo em manter total controle sobre Gaza, impedindo a entrada de qualquer coisa – principalmente armamentos – e que, portanto, a “Flotilha da Paz” não passou de uma jogada política de “ativistas” vinculados aos terroristas do Hamas.

É bem mais difícil para Tico e Teco aceitar que TODOS os lados estão errados, que passa praticamente tudo pelo bloqueio israelense, que nenhum dos dois lados está interessado em paz (ou qualquer coisa que passe perto disso), que o sistema político israelense é podre, que as decisões políticas de Israel são um desastre, que o Hamas é composto por um bando de celerados que faz com que salva-vidas fiquem com alto-falantes nas praias mandando as mulheres cobrirem a cabeça e que proíba o consumo de álcool (atentado suicida pode) etc.

Portanto, faça com que Tico e Teco deem as mãos e leia os trechos selecionados abaixo, todos tirados da reportagem de Marcelo Ninio, enviado especial da Folha de S. Paulo a Gaza (para a$$inante$, com exceção do link sobre o elefante atômico).

Depois, esqueça tudo, pegue a vuvuzela, escolha um lado da briga para tornar as coisas mais fáceis e vá cornetear nos comentários.

As prateleiras dos mercados da faixa de Gaza estão cheias. Com algumas exceções, como medicamentos contra doenças crônicas, também não falta quase nada nas farmácias locais.

Mas três anos de bloqueio arrasaram a economia local, deixaram quase metade da população desempregada e tornaram inacessíveis para a maioria dos 1,6 milhão de palestinos os produtos que enchem as prateleiras.

A vida continua. Famílias fazem fila em sorveterias. De dia, o mar bravio recebe centenas de banhistas. À noite, os cafés ficam cheios de jovens fumando narguilé, e casais passeiam pela orla, criando flashes de normalidade num cotidiano que pouco tem de comum.

Quem chega a Gaza esperando cenas de fome típicas da África e lojas vazias se surpreende com a variedade das mercadorias disponíveis. Fora bebidas alcoólicas, vetadas pelo governo islâmico do Hamas, há de tudo, de perfumes de grife a computadores.

Comerciantes de Gaza contam que é possível encomendar qualquer coisa pelos túneis, de onde afirmam vir 90% dos produtos que vendem.

Sem locais de lazer, Gaza depende quase que exclusivamente da praia como fonte de diversão. O dia mais popular é sexta-feira, quando a orla é tomada por famílias após as orações. O salva-vidas serve também de polícia religiosa: do alto-falante, instrui mulheres a cobrir a cabeça, mesmo na água.

O bloqueio israelense intriga os palestinos de Gaza, que não entendem o veto a certos produtos. As ordens oscilam, e o que era proibido ontem pode ser liberado amanhã. “Não posso importar pratos de plástico nem papel-alumínio”, reclama Anuar Jerjawi, dono de um restaurante. “Será que pensam que vou fazer bombas de plástico e papel?

Na faixa de Gaza, zoo inteiro chegou por túneis cavados sob fronteira egípcia

Mas o sonho do empreendedor [de contrabandear um elefante para Gaza] terá que esperar. Não pelas limitações das vias subterrâneas. Afinal, diz ele, se carros inteiros chegam pelos túneis, “qualquer coisa pode passar“.

O problema é o preço de um elefante, R$ 1 milhão. Por enquanto, os visitantes terão que se contentar com o par de zebras e o canguru que devem chegar nesta semana.

Com as aquisições, Weda quer reparar a humilhação causada pela revelação, feita por um jornal israelense no ano passado, de que as zebras de outro zoo de Gaza são, na verdade, jumentos pintados.

Hamas admite que túneis são utilizados para tráfico de armas

Nos três anos em que Israel apertou o bloqueio ao território palestino, os túneis se transformaram num canal econômico vital, que abastece Gaza com todo tipo de mercadoria. Inclusive armas, admitiu à Folha o porta-voz do governo Taher Alnonno, sem hesitar em confirmar a justificativa israelense para bombardear os túneis.

É difícil determinar com precisão o número de túneis em operação, mas a estimativa mais conservadora fala em ao menos 700.

Nos últimos anos, a industria de túneis se sofisticou cada vez mais. Antes eles serviam para contrabandear veículos desmembrados, que eram montados em Gaza. Hoje em dia, algumas passagens subterrâneas são tão amplas que os carros chegam inteiros. É comum ver modelos japoneses e coreanos circulando ainda com os assentos cobertos de plástico.”

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Programa Braziu 006 no ar

braziu.org 07:30 | 05/06/2010

Mais um programa totalmente delícia da Braziu TV. Gravado na quinta (03). Pautas:

- China libera sites de sacanagem: chineses, com as mãos ocupadas, esquecem dos 21 anos do Massacre da Paz Celestial
- Israel x barcos de ativistas pró-Gaza: as banalidades da vitimização
- Vazamento de petróleo nos EUA: a maré negra inundará a Flórida. Obama assiste a tudo de cima do muro

Assista já e ganhe uma carteirinha exclusiva do Clube dos 2%!

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Full metal jacket: atirar para matar

Leandro Demori | Itália 09:00 | 04/06/2010

O leitor/comentarista fernando tocou em um bom ponto de discussão no post sobre a Turquia. Para ele, Israel fracassou na abordagem aos barcos dos militantes pró-Gaza também porque:

3. Mataram a sangue frio (caralho, 4 tiros na cara de um americano? que rateada ein, magrão?) [comentário aqui]

Ações de tropas armadas são sempre controversas, sobretudo quando há mortos. No ano passado, tratei de esclarecer algumas questões com o general Fabio Mini, comandante das tropas da OTAN no Kosovo. Perguntei exatamente isso: por que se mata? [o jornalismo é feito de perguntas bastante óbvias, caros].

Em conversa longa, a resposta, resumidamente, foi essa: “não existe atirar para ferir ou atirar para matar”. Sabe aquela história de “atirar na perna”? Fantasia, segundo o general. O treinamento de um exército, quando usa armas letais, é baseado em “neutralizar o inimigo”. São os códigos da guerra.

Uma das formas de tiro mais comuns é essa: 3 disparos, normalmente o primeiro na cabeça ou no tórax, seguido de outros dois tiros igualmente letais, um na sequência do outro. Esse é o procedimento de um soldado nesse caso: Tiro (pausa) Tiro-Tiro.

Por quê?

O motivo é técnico. Fuzis são equipados com um tipo de munição chamado full metal jacket, a pontuda na foto:

A redonda ao lado se chama round nose, mais utilizada “civilmente”, digamos. Pela polícia, por exemplo, em revólveres. Existem round nose que são também full metal jacket, mas vamos facilitar as coisas e assumir que são tipos diferentes.

Fuzis utilizam full metal jacket porque são mais eficientes em situações de guerra: perfuram com mais facilidade (coletes, proteções blindadas, barreiras), são mais duráveis, mais precisas. Apesar disso, há desvantagens. Um projétil round nose (“civil”) é mais adaptado ao “tiro na perna” porque seu impacto ao atingir o alvo é maior. Enquanto o full metal jacket (o “de guerra”) atravessa um determinado alvo de modo quase incólume no primeiro momento, o round nose pode derrubar uma pessoa e se alojar no corpo.

Ou seja: a munição de guerra é mais letal quando atinge órgãos vitais, mas em geral não neutraliza a ação inimiga quando atinge braços, pernas, pés. É perfeitamente possível que uma pessoa continue andando por algum tempo após levar tiros de fuzil em uma perna, por exemplo.

Exércitos podem atuar com armas não-letais, e de fato muitas vezes atuam. Foi exatamente como Israel disse ter entrado em 6 dos 7 barcos da frota que se destinava a Gaza. No sétimo barco, no entanto, com a situação fora de controle, foram usadas armas letais.

Não estou absolutamente defendendo a ação das tropas, não tenho conhecimento suficiente sobre forças armadas e muito menos conheço os fatos do dia do confronto além do que sai na imprensa. Quem precisa justificar os mortos são Israel e a sonolenta ONU. O que busquei saber na conversa com o general foi justamente os motivos de não “atirar na perna”.

Entre os códigos da guerra, em uma situação de conflito, a última coisa que um batalhão pode tolerar é perder um soldado. Para isso, “neutraliza-se o inimigo”, nessa linguagem crua da morte transformada em esquema teórico. Ainda segundo Fabio Mini, dependendo da pessoa considerada “o inimigo” e do momento do confronto (carga de adrenalina, motivações, resistência à dor), tiros não-letais (“na perna”) são inóquos — o perigo de ser atacado persiste.

Dentro da lógica matemática dos quartéis, ninguém vence uma guerra apontando fuzis abaixo da linha de cintura. E Israel está em guerra.

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Golpismo tucano-israelense

Walter Valdevino | Brasil 20:20 | 03/06/2010

O PIG direitista monstruoso golpista imperialista neoliberal anda espalhando por essa tal de internet o vídeo abaixo. Total afronta. Produzir bomba atômica URG.

O Brasil – por culpa do “cara” – é motivo de piada no programa de humor “Latma”, de Israel.

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Pitagóricas XVII

Walter Valdevino | Brasil 16:16 | 02/06/2010

- “Para Sarney, reforma do Senado é ‘transparente’. É.

- “Muçulmanos vão às ruas em ato contra o Facebook no Paquistão”. Manifestação popular, democrática e participativa.

- “Exército e Aeronáutica vetam desdentados, baixinhos e portadores de HIV”. Na Marinha ainda pode. Corra.

- “Motoristas de ônibus são obrigados a dirigir com balde de água ao lado”. Tá aí uma ideia chinesa a ser adotada no Rio de Janeiro (não).

- “Governo sul-africano propõe banir pornografia de internet e celulares”. É o início da revolução moralizante na África. Agora vai.

- “Feminista diz em livro que movimento ecológico oprime as mães”. Feministas x ecologistas. Montar um ringue URGENTE.

- “Atualização de sites de transparência deve ser feita até um dia após gasto”. Não será.

- “‘Vamos fazer inveja no Serra’, diz Lula a Evo”. Farão.

- “Dados do governo reforçam crítica de Serra à Bolívia”. Tico e Teco em transe.

- “Governo de Sarney espionou oposição após fim da ditadura”. Sarney não é o pai daquela candidata ao governo do Maranhão que Lula está fazendo de tudo para apoiar?

- “Lula diz que países fariam escândalo com vazamento de petróleo no Brasil”. Como disse o Demori: “mania de perseguição”. Superar.

- “Aeroportos não suportam crescimento do Brasil, diz Ipea”. Parabén$ a todos os envolvidos.

- “Lula: vão dizer que somos uns “babacas” por obras do PAC”. Eterna classe.

- “Ban condena atentado israelense contra navio”. Bããããããããããããããããããn. Ã?

- “‘Não estava em perfeito juízo‘, disse Sarah Ferguson sobre vídeo polêmico”. “Duquesa confessa a Oprah Winfrey que tinha bebido antes de gravar material em que oferece acesso ao príncipe Andrew em troca de dinheiro.“. Ummm… Testar esse tipo de desculpa no Braziu URGENTE. Pode ser que cole (colará).

- “Evo: ‘Não achava que era tão grande o narcotráfico’”. Parabén$.

- “Lula diz que vida de mulher que trabalha em casa é ‘uma desgraça’”. “A vida da mulher é tão difícil que ela levanta seis horas da manhã, prepara a roupa do marido para ele ir trabalhar, arruma a roupa das crianças, depois arruma a casa, limpa banheiro, limpa cozinha, faz o almoço, dá almoço pra molecada, prepara a janta. Espera o marido chegar, faz comida, e a alguém pergunta pra mulher: você trabalha? E ela fala ‘não’. E por quê? Porque o trabalho doméstico não é valorizado.” Tá eleito pra ONU.

- “Acusado de matar Celso Daniel vai a júri popular”. 8 anos depois da morte. Parabén$ a todos os envolvidos.

- “Jogo do Brasil esvazia plenário”. Melhor assim.

- “Polícia brasileira faz execuções extrajudiciais em níveis alarmantes, diz ONU”. Tá tudo bem.

- “Dilma Rousseff tem “conversa informal” com cineasta Oliver Stone”. “Stone, vencedor dos Oscar de melhor diretor por Platoon e Nascido em 4 de Julho, afirmou que quis conhecê-la porque “ela é o futuro” e disse que o Brasil precisa dar continuidade às políticas do governo Lula.” Tá eleita.

- “Seleção ignora política e diz só pensar em futebol no Zimbábue”. “A CBF nega que o amistoso no Zimbábue seja uma espécie de endosso da seleção ao regime de Mugabe.” Continuar assim. Nada tem relação com nada no universo. Tá tudo bem.

- “Suplicy diz ter sido convidado para integrar comboio atacado por Israel”. É o famoso “Diga-me com quem andas e direi quem és.”

- “Guerra na Justiça Eleitoral domina pré-campanha à Presidência”. Seriedade e maturidade: é disso que o Braziu precisa.

- “Candidato a vereador faz campanha fantasiado de super-homem em Seul”. Câmara de Vereadores: uma inutilidade mundial.

- “Novo barco tentará furar bloqueio a Gaza apesar de alerta de Israel”. Virou moda. Serão mortos e, portanto, alcançarão o $uce$$o.

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A Turquia

Leandro Demori | Itália 11:15 | 02/06/2010

Estamos aqui na Europa vivendo o momento mais crítico desde a criação do bloco. O que era para ser uma ilha de estabilidade e bem-estar social derrete lentamente com o euro em queda, economias nacionais endividadas, cortes pesados de despesas em setores fundamentais, diminuição importante de parte do welfare state.

A Europa bem que tentou evitar isso, ao menos acreditava na tentativa. Incluiu mais países no acordo, introduziu desgarrados (geograficamente) como Grécia, Romênia, Letônia e Lituânia no tratado de Schengen, botou na agenda a substituição de moedas como a coroa estoniana, o lev búlgaro, o leu romeno ou o forint húngaro pelo euro. A Romênia desacelerou um importante crescimento econômico, a Grécia faliu, mas a grande cobiça das correntes políticas europeístas era a Turquia.

São vários os motivos que puxavam a Turquia em direção à Europa em vez de empurrá-la ao Oriente Médio: capital bastante ocidentalizada (para os padrões da região), economia importante, voz de diálogo entre a Europa e o Oriente Médio, posição geográfica que pode servir — e muitos apostam nisso — de sociedade de contenção contra o avanço do Islã. Não adianta imaginar um mundo em que o avanço do Islã não seja visto como um problema por parte do Ocidente. A posição de muro contentor contra o avanço do islamismo é, aliás, o maior trunfo para buscar apoio de importantes partidos eurocéticos como a Liga Norte, que sequer acredita na unidade italiana como país, quanto menos em uma Europa unida. Mas a Liga tem tons fortemente anti-islâmicos e acaba simpatizando com a ideia de incluir a Turquia.

O desembarque de Israel no barco dos militantes pró-Faixa de Gaza pôs a Europa em posição incômoda. Praticamente todos os países daqui, de uma forma ou outra, disseram que a ação do exército israelense parece amplamente desproporcional. O ministro das Relações Exteriores da Itália disse ontem, nas entrelinhas, que Israel caiu em uma armadilha e foi ingênuo. Alguém aí acredita que os barcos tinham qualquer outro objetivo maior senão fazer justamente isso? Havia alguma chance de eles conseguirem furar o bloqueio de uma das regiões mais militarizadas do mundo? Botemos os pés no chão para tentar raciocinar sem o alvoroço de um estádio de futebol.

Os prisioneiros libertados hoje por Israel saíram fazendo o “V” da vitória.


Fotos do La Repubblica

Talvez esse gesto signifique alguma outra coisa pelas bandas do Oriente Médio, mas pareceu bastante emblemático. Ou você acha que esse bebê estava em um dos navios para a ajudar a carregar mantimentos?

Que tipo de pessoa vai enfrentar um bloqueio militar declaradamente perigoso com crianças a bordo? Olhe bem para a foto e tente responder.

Houve a invasão, houve mortos. Do ponto de vista da propaganda é uma vitória muito maior do que aportar. Uma notícia no estilo “Barcos furam bloqueio militar e entregam mantimentos em Gaza” tem vida útil de 2 ou 3 dias na imprensa. Sob a análise fria da audiência, os mortos duram mais — e chocam mais.

Você pode ser a favor da causa palestina e encarar esses barcos como peça provocatória de propaganda. E pode pensar que deu certo. Não há nada de contraditório nisso. Pensar que havia 700 pessoas “do bem” que foram enfrentar o “Grande Mal” é de uma ingenuidade sem tamanho. Caso aportassem em Gaza seria um sucesso. Caso fossem barrados por Israel, também.

Como se já não bastasse o isolacionismo natural de Israel ao matar pessoas, ainda há o fator de que a União Europeia pisa em ovos por precisar “agradar” a Turquia. O que muitos por aqui temem é que esse episódio afaste de vez o país da Europa — um desastre histórico do ponto de vista da unificação.

A Turquia não é santa, o interior do país ainda é tribal e as mulheres são tratadas como mercadoria em muitas áreas, mas o episódio a favorece. Assim como favorece a vitimização de um dos lados — como Israel, que também já foi vítima em outros episódios — e afasta cada vez mais o mundo de realmente compreender o que acontece por lá.

Para aprofundar: “Assassinato de dez deteriorará ainda mais imagem de Israel

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Descobrimos para que serve a ONU*

Leandro Demori | Itália 15:00 | 01/06/2010

Ban Ki-Moon

Ray Ban Ki-Moon

* Ser desmoralizada e pressionada a cada novo episódio por total incapacidade de liderar crises; virar piada sem graça.

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Israel x “ativistas” = Copa do Mundo

Walter Valdevino | Brasil 11:00 | 01/06/2010

Pare de ler aqui. Esse post é inútil se Tico e Teco estão de mãos dadas em clima de Copa do Mundo (futebol = síntese do çer umanu) e já escolheram quem representa o BEM e quem representa o MAL.

Momento 1:

Em alguns dias eu serei a única brasileira a embarcar num navio que integra a GAZA FREEDOM FLOTILLA. A recente decisão do governo israelense de impedir a entrada do acadêmico internacionalmente reconhecido Noam Chomsky nos Territórios Ocupados da Palestina sugere que também seremos barrados.” – Iara Lee, brasileira, “cineasta e ativista social”, “uma das integrantes da ‘Flotilha da Liberdade’”.

Momento 2:

Documentos secretos da África do Sul revelam que Israel tentou vender armas nucleares na época do apartheid

Etc. etc. etc….zzzzz.

Momento 3:

Integrantes pacifistas e humanitários da Frota da Liberdade correm para abraçar os soldados israelenses que ingressam em um dos navios:

Momento 4:

Exército israelense adultera imagens e transforma ramalhetes de flores dos integrantes pacifistas e humanitários da Frota da Liberdade em barras de ferro com o nítido objetivo de enganar a opinião pública mundial:

Pronto, calma, calma. Não abale demais as convicções de Tico e Teco. Esqueça toda essa bobagem e clique aqui.

Tá tudo bem.

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