José Sarney é preso por comprar carne humana com nota de R$ 3,00

Leandro Demori | Itália 12:49 | 27/08/2010

Juram por aí que Otto Von Bismarck cunhou a frase: “Leis são como salsichas; é melhor não saber como são feitas”. Nos últimos anos, a imprensa enriqueceu o ditado (fazendo parte dele): “Leis e jornais são como salsichas; é melhor não saber como são feitos”. Muito mais por escassez de tempo, salários duvidosos e gente inexperiente ou preguiçosa povoando as redações do que por trabalho mal-intencionado, está cada vez mais fácil enganar a classe.

Para ficar em um exemplo recente:

Internautas inventam jogador no Facebook e enganam imprensa espanhola [Revista Imprensa]

Recebo todas as manhãs o clipping feito pela Embaixada Brasileira em Roma com notícias na imprensa italiana que falam do Brasil. Hoje, duas delas me chamaram atenção (publicadas por Il Giornale e Agência Ansa):

Il Giornale Germania. Brasiliano apre un ristorante di piatti cannibali
Ansa Berlino: cucina cannibale in ristorante

Dizem que um brasileiro está abrindo um restaurante canibal em Berlim.

Sou totalmente crente em relação à vida real profunda [superior à ficção] e à capacidade empreendedora brasileira — duvido muito pouco das notícias absurdas que saem por aí. Mas essa foi demais, e realmente bastaram 5 segundos para descobrir (ou ao menos ter sérias dúvidas) de que é mais um hoax tão falso quanto a prisão de José Sarney ou nota de R$ 3,00. Um hoax que, de tão óbvio, pegou todo mundo:

Guardian
Spiegel
Ansa
RTP
Expresso

A Folha, que também deu a notícia, “até tentou entrar em contato com o restaurante”, mas não conseguiu. Diz a boa cartilha que, nesse caso, não se publica. Pois é.

updates importantes:
1. Vejo agora que vários veículos confirmaram o hoax;
2. Este post foi escrito hoje pela manhã (5 horas avante em relação ao Brasil);
3. Nenhum dos veículos que estão listados acima faz ressalva importante sobre a possibilidade de a notícia ser absurda. Ao contrário, todos deram como verdadeira. Não sou responsável por eventuais “ajustes” nos textos alheios.

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Cretinice

Leandro Demori | Itália 13:09 | 11/08/2010

O Brasil é um país fantástico por seu imponderável. A fictícia turista holandesa comprou uma bolsa paga com Visa Electron nas areias da praia de Copacabana logo antes de dormir por 48 horas no saguão do Aeroporto Tom Jobim porque os horários dos voos implodiram. A turista holandesa viu o futuro no pagamento com dinheiro de plástico em frente ao mar (de biquíni provavelmente ridículo cobrindo a pele de branca-neve) e achou aquilo fantástico; depois usou a mesma bolsa como travesseiro por 2 dias seguidos e ficou confusa e intrigada.

O imponderável brasileiro é ainda mais fantástico quando pensamos na violência. O Brasil é o país que mais democratizou a bandidagem no universo. A microcriminalidade é exemplar: na periferia de Roma, como na periferia de Paris ou de qualquer outra metrópole, você é avisado: “não vá lá”. “Lá” é um lugar determinado onde a bolsa que você comprou nas areias do Rio — e que serviu de travesseiro durante as 48 horas compulsórias de aeroporto — pode deixar de ser sua. No Brasil não é assim: assaltos existem a qualquer hora do dia e em qualquer lugar. Não podemos dizer “não vá lá”, a violência é democrática demais e o conselho, inútil.

Roma tem grades nas janelas. Qualquer grande cidade do mundo tem. Quando eu morava em uma casa alugada em Porto Alegre, um bandido caiu do teto enquanto eu dormia. Arrancou algumas telhas, quebrou o forro e se estatelou em cima da mesa da cozinha. Encontrou-me pela manhã ainda na cama, de pijamas, se assustou e saiu correndo. Eu corri atrás, até hoje nem sei o motivo. Ninguém mandou eu desafiá-lo com grades.

Paris tem grades nas janelas. Londres tem. Nova Iorque. Como o imponderável é reduzido nessas cidades, as grades trazem mais segurança psicológica do que qualquer outra coisa. No Brasil, as grades não trazem mais nada, já que chove bandido pelos buracos do teto de casa.

Todo o mundo ocidental é mais ou menos igual. Visa Electron, bolsas, aeroportos, grades. Todo político ocidental se comporta de maneira mais ou menos igual, com pequenas diferenças de vergonha na cara que não fazem de uns menos bandidos do que outros, os fazem só mais cuidadosos com o que as pessoas irão pensar.

Lula dá rosa a Dilma em comício em Belo Horizonte e critica William Bonner” [Folha].

A cretinice política brasileira foge do padrão nacional por não ser imponderável. É previsível e até mesmo desejável. A plateia anseia pela crítica à Mídia Má depois que a Nova Pupila foi “interpelada” pelo Jornalista, e o Mentor atende ao chamado. A lógica é a mesma de “O dia que a imprensa vier aí e essa porra tivé fechada… o prejuízo político é maió du que botá dois guarda pá tomá conta…”. É preciso sempre “botá alguém pá tomá conta”, pra condicionar a audiência de que as críticas são sempre injustas, as perguntas são sempre capciosas e os jornalistas são sempre golpistas. Assim você dissolve os problemas de antemão e ainda paga de injustiçado.

Se esse modo de fazer política fosse um lugar, o conselho valeria ouro: “não vá lá”.

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O despertar dos gringos

Gabriel Brust | França 08:44 | 15/06/2010

Um artigo publicado ontem no Wall Street Journal sobre a política externa brasileira dos últimos anos chama a atenção não só pela boa análise, mas por ser uma boa análise feita por um estrangeiro, e não só por ser sobre a política externa, mas por tentar decifrar quem é o atual presidente do Brasil escapando aos clichês ingênuos. Este não é, aliás, o primeiro bom artigo de Mary Anastasia O’Grady sobre o Brasil. Foi também de sua autoria o já célebre “Contenha seu Entusiasmo pelo Brasil“, publicado em abril, em que analisa a política econômica de Lula – herdada do governo anterior –, para concluir que “a melhor coisa que Lula fez como chefe-executivo do País foi não fazer nada”.

Quem acompanha a cobertura da imprensa internacional sobre o Brasil sabe que isso não é pouca coisa. A quantidade de bobagens que se lê na Europa sobre o país e, principalmente, sobre Lula, é enorme. Aqui na França, é 100%. Jamais li qualquer artigo realmente lúcido – não estou pedindo nem que seja crítico, mas simplesmente lúcido – sobre Lula. Para os franceses, o Brasil segue sendo o vale encantado de povo bom e selvagem e, neste contexto, a única figura política possível de surgir é a de um pajé caridoso e redentor, talvez com poderes sobrenaturais advindos da floresta. Se tivesse que resumir, diria que, na França, o filme de Fábio Barreto “Lula, o Filho do Brasil” teria sido levado mais a sério do que em Garanhuns.

De forma direta, O’Grady diz mais uma vez o óbvio na edição de segunda-feira do Wall Street Journal:

“O Partido dos Trabalhadores de Lula é de esquerda, mas não se deve confundir Lula com um aplicado bolchevique. Ele é simplesmente um político esperto, que veio das ruas e ama as limousines. Como primeiro presidente brasileiro do Partido dos Trabalhadores, ele teve de equilibrar as coisas úteis que aprendeu sobre os mercados e as restrições monetárias com a ideologia de sua base de apoio.”

A tese de O’Grady no artigo “Lula’s Dance With the Despots” (A Dança de Lula com os Déspotas, original aqui para assinantes e resumo traduzido aqui) é a de que a política externa se tornou uma moeda de troca do “político esperto” com a sua base mais radical. Para satisfazer à esquerda do partido, Lula entrega um setor importante nas mãos de um notório anticapitalista, Celso Amorim. Dessa forma, tem sido chamado a defender e exaltar os seus heróis, que são alguns dos mais célebres violadores dos direitos humanos do planeta.

Embora qualquer pessoa sensata lamente ver o Brasil nessa posição constrangedora a que Amorim vem nos colocando, a verdade é que a dança lulista com os déspotas tem pelo menos um lado bom: está finalmente abrindo os olhos do mundo para a miséria intelectual que há por trás do tão aclamado governo brasileiro. Aos poucos, os gringos vão percebendo o que qualquer brasileiro bem informado e com dois neurônios já viu há muito tempo: os últimos oito anos foram bons para o Brasil apesar de seu governo, e não por causa dele.

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Neodeslumbrados

Gabriel Brust | França 20:39 | 09/06/2010

Há uma faceta bastante irritante (na verdade, há várias) da imprensa francesa que é a do deslumbre com o poder. Não no sentido de querer se aproximar do poder, mas no de conferir um glamour excessivo às atividades do “chef d’État”. Sarkozy costuma ser capa de 90% das revistas semanais por aqui. Mesmo que não haja assunto relevante que envolva o presidente e mesmo que a sua eleição ou sua vida pessoal já tenham deixado de ser novidade há muito tempo, vejo  nas bancas reportagens forçando a barra na linha “o lado oculto de Sarko” ou “a rede de intrigas que cerca Sarko”.

E aí você vai ler, e não há nada. O texto é uma peça vazia. A chamada da capa era uma fantasia, aparentemente para vender revistas. É espantoso que os editores franceses avaliem como realmente apelativa uma capa que traz Sarkozy estampado. No Brasil, capa com apelo de banca é “as 100 maneiras de curar o câncer comendo rabanete” ou “o caso do pai torturador”, jamais a banalidade da política.

Uma boa ilustração desse papel ridículo da imprensa na França — obviamente incentivada pelo ainda mais ridículo interesse das pessoas no suposto glamour da vida do chef d’État — chegou às livrarias esta semana. “Sarkozy Côté Vestiaire” é nada menos do que um livro de 256 páginas falando sobre… os hábitos esportivos de Sarko! E não se trata de uma edição obscura, fadada ao esquecimento precoce. É assinada por dois jornalistas relativamente conhecidos (Bruno Jeudy e Karim Nedjari, do Le Figaro e Canal +) e ganhou até resenha positivíssima na Le Point desta semana. A capa do livro traz uma patética foto de Sarkozy correndo.

Lembrei deste meu incômodo com o deslumbre da imprensa francesa — e de seus leitores — ao ler as manchetes dos jornais brasileiros hoje pela manhã a respeito do crescimento do PIB trimestral divulgado pelo governo. O que parece estar em curso na imprensa brasileira é outro tipo de deslumbramento, mas igualmente costrangedor e ainda mais nocivo que o francês. No lugar do glamour dos bastidores do poder, o deslumbre é com a chegada de uma suposta “nova era” na banânia. A recuperação da economia do país pós-crise é admirável, sem dúvida, mas vender isso como “índice chinês” é enganar o leitor e o pior: é publicar o release do governo. A maior parte dos jornais, para poder dizer que saiu com algum “olhar crítico” apesar da manchete, apostou em uma linha de apoio, no final, lembrando “o risco de superaquecimento”. Pois era esse tipo de crítica ingênua que  Guido Mantega esperava dos jornais ontem ao dar a notícia. É o mesmo que você dizer para o seu amigo “é, mas a ressaca do dia seguinte foi terrível…” depois de contar que passou a noite bebendo whisky no apê da Ellen Roche!

O que Guido Mantega não queria ler na capa é o óbvio, que o pulo de 9% do primeiro trimestre de 2010 só aconteceu porque partiu de outro recorde: queda de 2,1% do PIB no primeiro trimestre de 2009. O fato é que o Brasil encolheu 0,2% em 2009 e a China cresceu 8,7%.

O caso do PIB é só um entre muitos outros exemplos, que passam pelo Bolsa Família, pelo Luz para Todos e pelo PAC. Em cada um destes casos a versão do governo pode ser desmontada facilmente fazendo apenas jornalismo. A questão é que esse neodeslumbre da imprensa brasileira é fato e me parece claramente mais grave nos veículos locais ou regionais. Enquanto os grandes jornais, praticamente todos baseados no Rio de Janeiro e em São Paulo, costumam ser chamados de “ranzinzas” simplesmente porque fazem jornalismo, e não propaganda do governo, vemos uma tendência, entre os regionais, em celebrar “um novo Brasil” de uma forma incrivelmente perigosa para o seu leitor e para  o país.

As causas? São muitas. Incluem sim um maior grau de dependência a uma tradicional política de “cordialidade” de seus proprietários com o governo federal, mas creio que passa muito mais pela incompetência e por uma terrível cultura da “boa notícia”, do “jornal que sorri para o leitor”, que anda cada vez mais popular entre os chefes de redação. Temos no Brasil jornais que são verdadeiros “cases” de arrevistamento bem sucedido, o que passa muito pela maneira “amigável” através da qual conseguem se comunicar com seu leitor. Isso é ótimo. Só que essa maneira amigável, às vezes, resvala para o mau jornalismo – ou simplesmente a falta dele. Fazer jornalismo implica em encarnar o chato, aquele cara que te lembra, depois da noitada com a Ellen Roche, que o problema não é a ressaca. É o cara que te pergunta: “Tu tem certeza que tu dormiu com a Ellen Roche? Tu bebeu demais, sabe como é… As loiras todas se parecem….”. E por aí vai.

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Meiguice miguxa > ideologia

Leandro Demori | Itália 11:06 | 11/05/2010

O universo político mundial bananóide passou uma semana chorando a capa goLLpista da revista mais goLLpista do universo mundial, a Veja.

“Gato”

No último final de semana, a IstoÉ foi às bancas com esta capa meiguxa:

“Vem sempre aqui?”

Talvez eu esteja há muito tempo longe da internet [férias, me deixem], mas não vi bateção de pernas por causa disso. Concluo que:

1. Ninguém se importa;
2. Todo mundo acha bem OK a capa da IstoÉ mas ninguém pode suportar a capa da Veja;
3. Os petistas são mais chorões e reclamões do que todo o resto

Essa historinha toda serve somente para dizer que nossa imprensa passa por uma mudança bastante peculiar. Em tempos passados, a stampa mundial se dividia entre aqueles que se declaravam imparciais e aqueles que compravam abertamente a ideia de um candidato/partido.

A imprensa brasileira, até ontem, era declaradamente imparcial. Imparcialidade é aquela coisa que — você já deveria saber — não existe. Mas como é da alma humana essa coisa de celebrar a inexistência [deus, duendes, papai noel, cinema brasileiro, gente honesta] damos um desconto.

Hoje, assistimos ao momento de assumir posições. Mesmo que eles não declarem isso abertamente, como fazia aquela velha imprensa, ao menos temos garantia de alguma diversão.

Como guia prático para as próximas eleições:
a) a Veja é a revista “do Serra”
b) a IstoÉ é a revista “da Dilma”

O próximo passo é alguém fundar um partido de direita no Braziu. Prevejo o marco fundador em 10 anos com mote contra os imigrantes ilegais (bolivianos, peruanos, colombianos, paraguaios) que “estão invadindo o Brasil e acabando com nossa economia”.

Até lá,

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M.O. da censura chinesa

Érica Manssour | China 10:00 | 29/03/2010

O Google saiu e o governo chinês rosnou e choramingou – vocês podem ler inúmeras matérias a respeito disso na imprensa nacional e internacional (preguiça de linkar, aproveitem que vocês têm acesso a um Google que FUNCIONA e procurem se tiverem vontade). Mas outra coisa interessante aconteceu essa semana por aqui e que não foi tão divulgada: vazou uma série de recomendações do partidão aos meios de comunicação locais sobre como noticiar a questão do Google. As diretrizes presentes no documento permitem compreender um pouco melhor a dimensão da censura praticada pelo governo.


Google headquarters in Beijing. Foto: Liu Jin/Agence France-Presse — Getty Images”

Com base na versão original em chinês traduzida para o inglês pelo China Digital Times, fiz uso do meu inglês tupiniquim e traduzi a coisa toda para o português EXCLUSIVAMENTE para o Braziu.

A todos os editores chefe e gerentes:

O Google anunciou oficialmente sua retirada do mercado chinês. Este é um acontecimento de alto impacto. Desencadearam-se discussões por parte dos internautas que não se limitam ao âmbito comercial. Portanto, favor prestar rigorosa atenção aos seguintes requisitos de conteúdo durante este período:

A. Setor de Notícias

1. Utilizar apenas conteúdo dos principais meios de comunicação do Governo Central. Não utilizar conteúdos de outras fontes
2. Reproduções não devem alterar o título
3. Indicações de notícias devem remeter aos websites dos principais meios de comunicação do Governo Central
4. Não produzir páginas relevantes sobre o tópico; não criar seções de discussão; não conduzir reportagem investigativa relacionada [ao assunto]
5. Programas online com especialistas e estudiosos deste assunto devem solicitar permissão com antecedência. Produzir este tipo de programa de forma independente é estritamente proibido.
6. Gerenciar cuidadosamente os comentários postados nestas notícias.

B. Fóruns, blogs e outras tipos de mídia interativa

1. Não é permitido realizar discussões ou investigações sobre o tópico do Google
2. Seções interativas não devem referir-se a este tópico, não posicionar este tópico e comentários relacionados no topo [da página]
3. Todos os websites, favor limpar textos, imagens e sons e vídeos que ataquem o Partido, o Estado, agências do governo e políticas de Intenet que usem este evento como pretexto.
4. Todos os websites, favor limpar textos, imagens e som e vídeos que apoiem o Google, dediquem flores ao Google, peçam ao Google que permaneça, torçam pelo Google e outros que tenham um tom diferente da política governamental
5. Em tópicos relacionados ao Google, gerenciar cuidadosamente a troca de informações, comentários e outros meios de interação
6. Gerentes gerais em diferentes regiões, favor designar mão-de-obra específica para monitorar informações relacionadas ao Google; caso haja informações sobre incidentes em massa, favor reportar o quanto antes
Pedimos ao Grupo de Monitoração e Controle que inicie imediatamente ações de monitoração e controle de acordo com as orientações acima; uma vez que qualquer problema seja descoberto, favor comunicar-se com o departamento o quanto antes.

Instruções adicionais:

- Não participar de e nem noticiar comunicados de imprensa e informações vindos do Google
- Não noticiar sobre o Google exercendo pressão ao nosso país através de pessoas ou eventos
- Notícias relacionadas devem colocar [nossa história/perspectiva/informação] no centro, não fornecer material para que o Google ataque políticas relevantes do nosso país
- Utilizar tópicos sobre a saída do Google da China publicados pelos departamentos relevantes

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Lula e a imprensa

Fabricio Pontin | Estados Unidos 16:49 | 22/03/2010

Via Folha, Lula explica o problema dele com a imprensa:

Alguns setores da imprensa não veem e não enxergam ou não querem ver ou não querem enxergar, mas em muitos casos deste país está havendo um êxodo ao contrário. Pessoas da cidade estão voltando para o campo. Isso porque nós temos uma grande política de financiamento para a agricultura familiar. Temos uma grande política de assentamento de 570 mil famílias no campo. Isso porque o governo federal compra parte dos alimentos, os pequenos produzem e porque levamos luz elétrica para 12 milhões de brasileiros que moram no meio do mato”

Entendeu? Não entendeu?

Espera que a gente desenha, ó:

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Categoria(s):  Braziu
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