Partido do Movimento Ditocrático Brasileiro | Ela me dói
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Certa vez em Family Guy, Peter disse a seguinte pérola sobre as pessoas do Sul dos Estados Unidos: “THE SOUTH?! Isn’t that where all the black people are lazy and the white people are all lazy too but they’re mad at the black people?“ [O SUL? Não é aquele lugar onde todos os negros são preguiçosos e os brancos também, mas eles se aborrecem mais com os negros?].
Os revolucionários da sece$$ão que explodiram de raivinha no Twitter por causa da eleição de Dilma acham que os nordestinos são prejudiciais ao país. O argumento de que Dilma foi eleita pela região NE cai ao verificarmos algumas matérias que saíram após a eleição. “Considerando apenas Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, ela somou 1.873.507 votos a mais do que o tucano José Serra.”
As falas que mandam o Nordeste explodir ou que querem separar o Brasil ecoam também no movimento “São Paulo para os paulistas”. Discriminar alguém é uma forma de se sentir parte de um grupo e de se livrar das responsabilidades: “foram vocês que elegeram, não tenho nada a ver com isso”. A manifestação da menina que teria começado o levante [não daremos link pra não alimentar a idiotia dessa falsa-polêmica] começou como uma conversa entre amigos, o que seria comum em seu dia-a-dia, imagino. A internet, como canal aberto (?) só potencializou a divulgação das ofensas que a maioria fala de forma corriqueira. Não somos mais ou menos idiotas por isso, só que agora temos twitter pra propagar nossa pobreza intelectual.
Na família Silva Brasil, a mãe do seu amigo chama a empregada da casa de “baiana”, o motorista do ônibus de “macaco”, o gay da sala de “viadinho” e o porteiro do prédio de “paraíba”. Postar isso no twitter pode ser apenas uma forma de suicídio social, mas entre amigos é uma brincadeira e representa nada mais que uma necessidade de auto-afirmação. Não que devamos ser tolerantes, mas fazer cyberbulling contra a menina também é uma forma de praticar uma justiça cega, intolerante, onde não há espaço para arrependimento, se for o caso. O que reforça a troca mútua de acusações dos dois lados até que comece a nova edição do Big Brother Brasil, onde todo mundo vai assumir novamente a sua torcida organizada assim como fez nas eleições.
Volto a concordar com Peter quando ele diz: “I think the lesson here is: it really doesn’t matter where you’re from as long as we’re all the same religion” [Eu acho que a lição aqui é: realmente não importa de onde você é enquanto formos todos da mesma religião]. Memorize essa frase se quiser concorrer em 2012. Nós, nordestinos, hoje somos culpados por eleger Dilma, mas amanhã podemos ser beatos por eleger o seu candidato.
* Nannah Pereira colabora com o Braziu™ escrevendo semanalmente o Horóscopo Político. Colabore você também enviando um e-mail. Caso não haja resposta, é porque achamos uma porcaria.
Ainda estamos indecisos, mas talvez estaremos aqui para o embate final no gel da democracia.

A transmissão começa depois de Passssssssione.
Os dois candidatos já deixaram claro que vão tirar o pé nos próximos dois debates. Ou seja, estejamos prontos para uma maratona de bocejos no embate da Record, daqui a pouco, e no da Rede Globo, na noite de sexta. Aliás, quem não quiser assistir ao debate precisa apenas ler este post do Josias de Souza, que prevê as respostas de cada candidato para as perguntas do oponente. Mas aqui no Braziu ninguém se intimida por pouco: eu, nos Estados Unidos, e Gabriel Brust, na França, receberemos os amigos leitores para o já tradicional live blogging apatifado. Serão todos bem vindos para opinar e esculhambar. Daqui a pouco, às 23h.
Uma vez, na universidade, eu coordenei uma mesa redonda onde dois professores com doutorado na Inglaterra discutiam alegremente questões de início e fim da vida. Em um certo momento, um dos dois professores, ao ser confrontado por uma pergunta sobre a questão do aborto e do infanticídio falou que,
“Essa questão do aborto não tem uma dimensão moral de verdade, ela é só poluída por fanáticos religiosos. Em verdade, até o décimo primeiro mês, não há problema moral algum em terminar uma gestação ou em matar um infante, se isso traz benefícios para a mãe”
“Décimo primeiro mês, professor?”
“Sim, segundo a definição Lockeana de pessoa” (Nota: a definição do velho Locke diz que uma pessoa é alguém capaz de conceber um passado e ter expectativa de um futuro)
“Décimo-primeiro-mês?”
“Logo vejo que nessa universidade os alunos foram cooptados pela ideologia da Opus Dei e não aceitam evidência científica incontestável. Antes do décimo primeiro mês não há qualquer evidência de processos de expressão de consciência individual, nem de estabelecimento de passado ou futuro para o infante. Aquilo não tem direitos.”
Uns três anos depois, estou passeando aqui pelo campus quando encontro flechas apontando para uma exposição sobre “the greatest holocaust ever made my man”. A exposição era em frente ao prédio onde estudo, de forma que não tinha muito como escapar da coisa. Uns vinte alunos vestidos de branco seguravam cartazes “GOD HATES THE SPILLING OF INNOCENT BLOOD” , “EMBRYO=BABY JESUS”, fotos de bebês loirinhos sorridentes com um balão de história em quadrinhos “I FEEL PAIN WHEN YOU ABORT ME” e “MAMMA DON’T ABORT ME”.
Fiquei curioso com o lance do holocausto, e fiquei procurando onde estavam as fotos da Shoa. Daí me dei conta. “Every year more than two million children are ASSASSINATED with support of the federal government” .
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Aqui nos Estados Unidos eles chamam indivíduos que votam baseados em apenas uma questão de “single-issue voters”. Vou chamar de “voto unilateral” essa conduta. Funciona assim: tudo indica que você votaria no Obama; você apoia intervenção do Estado na Economia; você acha que programas sociais são importantes; acredita no aquecimento global; e se bobear até acha que escolas públicas não deveriam ensinar o criacionismo. Mas daí você descobre que o Obama é pro-choice (portanto, contra a criminalização do aborto) e de uma hora para outra todas as tuas outras opiniões sobre o Obama caem por terra. Especialmente quando você descobre que o outro cara é pro-life e tem como vice uma mulher muito parecida contigo.
Um voto unilateral pode vir de diferentes “perfis” ou “problemas” e com diferente força. Por exemplo: ninguém se elege nem síndico de prédio nos Estados Unidos sem falar que acredita em Deus. A questão da pena de morte pode ser decisiva para um lado ou para o outro, dependendo de qual estado você tá querendo seduzir. A questão da eutanásia também.
Isso vai variar, é claro, dependendo da eleição e de quem vai decidir a eleição no fim das contas. Eleições onde os indecisos são pessoas que votam em cima desses issues acabam indo para essa direção naturalmente. Eleições onde esses mesmos indecisos são irrelevantes se movem para um terreno diferente, são eleições que focam mais em políticas públicas e menos em valores. Digamos que o primeiro tipo de eleição geralmente é ganha por um democrata e o segundo é geralmente ganho por um republicano. Uma olhada na história dos Estados Unidos desde 1962 ilustra como o processo eleitoral geralmente funciona.
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Enquanto isso, no Braziu, candidatos tentam seduzir a massa evangélica (cerca de 20% da população, no mínimo) sem tomar uma posição. Dilma e Serra se posicionam de forma covarde e tal qual uma gangorra ficam subindo e descendo em questões de liberdades civis e religiosas. Para os dois candidatos, a resposta à pergunta do casamento homossexual e do aborto depende, de forma geral, de quem está perguntando.
De qualquer forma, Dilma só precisa ganhar cinco por cento dos votos que permaneceram para Marina ou se abstiveram no primeiro turno. Serra tem uma missão mais complicada e precisa transformar o atual domínio em São Paulo em um domínio na região Sul e Sudeste, tentando engessar a candidatura da Dilma no Nordeste.
Talvez por isso seja mais fácil para Dilma aumentar o volume do apelo aos que votam de forma unilateral. Ao se apresentar como amiga dos evangélicos e mudar de forma vergonhosa a própria opinião sobre o aborto, Dilma confia que ainda que parte da população identifique esse recurso como uma retórica sem-vergonha, um número suficiente de pessoas vai apoiar a iniciativa e votar nela. Ela não precisa do voto da maior parte dos evangélicos ou dos que votaram na Marina no primeiro turno. Ela precisa de uma parte pequena, suficiente para se eleger.
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Ao contrário da pena de morte, que considero um atraso intolerável em democracias modernas, a questão do aborto tem uma complexidade maior. Não acho que ser contra o aborto é uma aberração. Por sinal, boa parte das pessoas que se posicionam a favor da descriminalização do aborto não são favoráveis a prática. Acontece que existem elementos de saúde pública, de imprevisibilidade e sobretudo de coerência legislativa que precisam ser levados em conta. Um país que identifica a potencialidade de um embrião como uma “pessoa” não poderia permitir metade das práticas de pesquisa em genética que o Brasil permite. Um país que permite aborto em caso de estupro não pode argumentar que um feto já tem direitos enquanto pessoa (não tem se é resultado de estupro? Por favor, isso não faz o menor sentido).
O debate no Brasil precisa ser confrontado com a pobreza argumentativa dos dois lados. Não é uma questão tranquila essa de que “não existem problemas morais no aborto”. O professor que apelou para uma certa definição de pessoa tinha um argumento tão ridículo quanto o dos crentes na frente do prédio das Humanas da SIUC. É claro que é uma questão moral. Justamente por ser uma questão moral a gente acaba discutindo isso por tanto tempo. Mas a hipocrisia da legislação brasileira é notável. Existe um consenso em não punir mulheres que praticam aborto. Então por que a prática é considerada ilegal? Existe a permissibilidade do uso de embriões em pesquisa. Então porque o aborto embrionário é considerado ilegal? Permite-se o aborto em caso de estupro, mas se essa circunstância mitiga o interesse potencial do feto, porque outras circunstâncias não são relevantes? A vida decorrente de estupro é menos digna de proteção?
Por outro lado, perde-se tempo com essa discussão por motivos puramente eleitorais (enquanto sabemos que tanto Serra quanto Dilma parecem ser favoráveis à descriminalização da prática Brust me corrigiu ali nos comentários, mais detalhes aqui), quando poderia-se discutir, por exemplo, como diminuir o número de gravidez em menores de idade nas classes mais pobres. Pergunte para qualquer professor do ensino médio em uma escola pública quantas alunas grávidas ele vê todo semestre. Pergunte para um professor de sexta série. A questão é extremamente relevante. Jovens pobres no Brasil não usam preservativo, não sabem como usar a pílula e muitas vezes engravidam porque isso vai fazer o namorado parar de bater nelas – pelo menos por nove meses. Ao menos, poderíamos discutir como diminuir o número de gravidez indesejáveis, para que menos mulheres sequer precisem pensar em abortar. No entanto, o governo federal só se preocupa em falar de camisinha durante o carnaval. Ninguém discute isso, até porque ninguém decide o voto com esses problemas em mente. Ou melhor, não existem pessoas suficiente decidindo com isso em mente. Então é mais fácil dizer que Jesus é Rei, que Toda Vida É Sagrada e que Aborto é um Crime Horrível.
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Acho especialmente interessante perceber como essa minoria acaba transformando o debate eleitoral. A gente espera que, de uma forma ou de outra, o processo democrático acabe representando uma certa vontade geral. De verdade, representa a vontade de quem quer ganhar mais. Tudo bem, o voto racional pode ser uma grande de uma piada, pode ser que a gente não saiba de verdade o motivo pelo qual as pessoas votam (ziriguidum comanda o universo, apud Valdevino, Walter). Ainda que a conduta dos candidatos seja baseada em uma ficção (e.g.: pessoas votam com apenas um problema em mente), a conduta desses candidatos passa a ser consistente com essa ficção.
Após um primeiro turno sobre o nada, agora temos um segundo turno onde os candidatos tentam desesperadamente agradar uma parte da população que não fala pela maioria, que não tem uma dimensão muito clara do que está em jogo nos assuntos que são discutidos (e, justiça seja feita, não é informada sobre assuntos de forma adequada) e, no entanto, sequestra o debate.
No final dos anos 90, 14 dos 15 países da União Europeia eram governados pela esquerda. Hoje são apenas sete, e com uma Europa alargada; há mais países no bloco do que havia à época: 27. Para piorar, há governos de esquerda na Grécia, Espanha e em Portugal, países com economias destroçadas. O que aconteceu?
Não existem explicações simples para um post de domingo [ainda estou de pijama e não pretendo tirá-lo até segunda]. Ao menos não sou tão presunçoso quanto analistas políticos que orbitam por aí (ao final dos posts você tem a plena certeza de ter lido o sermão de um pastor evangélico). Duas macro razões podem ser descritas, entre um bocejo e outro.
Materialmente, perdeu-se e mão do Welfare State, a ilha de bem-estar social sonhada por aqui. O Estado deu muito e exigiu pouco. As pessoas não entendem e não têm obrigação de entender porque são, enfim, pessoas, mas o leite está minguando e não dá mais pra todo mundo ficar penduradinho na teta.
A briga na França é exemplar: a expectativa de vida ao nascer em 1980 (quando foi instituída a aposentadoria aos 60 anos) era de 73.7 anos. Hoje, é de 80.98 anos. Em 2050, deve alcançar os 84 anos. O governo queria alargar o pijama para 64 anos; como todo mundo chorou, reduziu o projeto para 62. Mesmo com choro geral, a lei deve passar. Precisa passar. Neste caso, a mudança de regras de um direito adquirido é fundamental para manter aquele próprio direito.
Mentalmente, a esquerda europeia esbanjou soberba, ‘subiu nas tamancas’. E pessoas não gostam de gente arrogante. Os operários, que antes votavam majoritariamente em partidos de orientação socialista, hoje votam na outra ponta, na extrema-direita, onde há partidos mais pragmáticos e menos retóricos. Ninguém quer ficar ouvindo político dizer o quanto ele (o político) é o bonzão.
Não por acaso, esse é um dos claros motivos pelos quais temos segundo turno no Brasil nessas eleições: a prepotência começava no alto e ia escorrendo pelas veias da militância. Se o segundo round serviu para algo (porque ainda acredito na vitória de Dilma) foi para baixar a bola do pessoal que já estava pregando o fim de todos os partidos que não assinaram o tratado da verdade única.
Discursos em que se fala mal dos ricos de modo hipócrita acabarão porque, um dia, no país imaginário desses senhores, seremos todos “ricos”. O discurso terá que mudar, e mudará, porque políticos, como bons papagaios de gaiola, repetem as frases que fazem a plateia sorrir. Polly just want a cracker e paga o preço que for preciso.
Até meses atrás, víamos uma disputa entre dois partidos de centro-esquerda no Brasil. Petistoides tinham dificuldades em defender como o PSDB (“um partido de direita”) tinha um presidente que pregava a descriminalização da maconha, por exemplo. E sim, isso é ponto fundamental para a definição — você jamais verá um partido ‘de direita’, conservador, defender coisas como essa. Jamais.
Além desse, outros preceitos do PSDB representados por boa parte de seus fundadores o colocavam na centro-esquerda do velho espectro de classificação de ordens políticas. Se você quer modernizar o que seria a direita (aka adaptar o conceito a seus inimigos) então chame-a de outra coisa.
Com o avanço da disputa eleitoral — e com o enorme esforço do próprio PSDB em fazer José Serra perder a eleição — o que se viu foi um festival de apatia e, depois, de desorientação política. Panfletinhos com a foto de Serra e uma frase de Jesus? Qual é? Serra se agarra ao catolicismo como se tentasse escalar um pau-de-sebo.
Dilma fez examente a mesma coisa, ou até pior, porque até ontem era ateia e hoje acredita muito em Jesus no coração. Fico imaginando o que ela está pensando de olhinhos fechados em fotos como essa.
A diferença entre ambos é que a campanha de José Serra se apegou somente a isso, ele parece não ter mais nada a oferecer ao Brasil. Talvez tenha, mas se nem mesmo ele próprio acredita nisso, não me peça para acreditar. Se no início da campanha eu tinha certeza de que ele era ‘o mais preparado’ (e ainda é), hoje isso pesa muito pouco na balança. A campanha, que deveria ter sido feito em cima dessas competências, não foi. [aqui vai um link mostrando São Paulo para os petistas que amam tanto falar de números ultimamente]
Os candidatos, ambos, são um desastre. Isso é ponto pacífico. Uma das coisas que mais me faz rir é ver as reações pós-debates, sobretudo de petistas (que são mais passionais, logo, mais engraçados). “Dilma deu show!!! !!!” | “Nossa gente ke emoçaum Dilma no debate!!!“. O parâmetro de ‘show’ e ‘emoção’ desse pessoal deve ser o Zorra Total. É nego que chora ouvindo uma piada do Ary Toledo, imagino.
Dilma não merece ganhar, mas Serra merece perder. E merece perder para ver se o PSDB acorda e areja seus quadros, volta minimamente a ser um partido com ares de século XXI como um dia acreditou ser.
Para manter a tradição que eu mesmo me impus desde 2002, vou abster go$toso meu voto. Serra merece perder e você será meu pistoleiro de aluguel. Se tudo ficar como está, Dilma vencerá e o PSDB, caso não capitule ao governo e não seja uma oposição tão inútil como nos últimos 8 anos, terá tempo para repensar o universo. E não votarei em Dilma porque tenho restrições profundas à sua candidatura — a começar pela falta de primárias para decidir o candidato em um partido que se promete democrático.
A principal força de centro-esquerda da Itália, o Partito Democratico, faz eleições internas onde todos os cidadãos italianos que possuem título de eleitor podem votar para definir quem será o candidato. Isso mesmo: é uma primária aberta aos italianos, e não somente aos militantes. No PT, nem isso. Se eu fosse filiado e deixasse parte dos meus ganhos no caixa do partido me sentiria um idiota útil.
Uma das frases clássicas no mercado de trabalho aqui na Bota é “mi manda papà” (“me manda papai”), que resume bem como são as relações de poder em um país que é descendente direto do Império Romano, onde a meritocracia não existia. Dilma subirá a rampa no dia da posse e, lá de cima, dirá ao brasileiros: “mi manda papà”, certamente com espaços de 10 segundos entre cada palavra. Desculpem se não consigo levar a sério toda essa gente.
[colagem. as cabeças são da Rolling Stone BR. os afrescos são de Giotto]