Não acham o Bin Laden porque não querem

Leandro Demori | Itália 19:19 | 29/07/2010

Uma investigação nos Estados Unidos estima que até 6,6 mil túmulos do Cemitério Nacional de Arlington, o principal cemitério militar do país, possam conter erros de identificação.

São túmulos com problemas de registro, sem identificação ou com identificação errada nos mapas do cemitério.

O escândalo sobre os túmulos com erros de identificação já havia sido revelado no mês passado, quando uma investigação das Forças Armadas estimou que 211 túmulos apresentassem problemas.

Nesta quinta-feira, porém, em audiência no Congresso, a senadora democrata Claire McCaskill (Missouri) disse que o número é bem superior, e pode chegar a 6,6 mil túmulos. [BBC]

Potência imperialista totalitária com seus mecanismos precisos de imposição do domínio mundial.

Ou, como diria o filósofo, “não sabem nem contar defunto”.

Sabe as praias do Sul dos Estados Unidos?

Leandro Demori | Itália 21:54 | 17/06/2010

Rolando altas ondas.

[via obe]

Ele quer ser seu amigo

Leandro Demori | Itália 14:45 | 03/06/2010

George W. Bush abre conta no Facebook.

add!

RATO TERRORISTA ROUBA A CENA DO BARACK

Fabricio Pontin | Estados Unidos 18:00 | 21/05/2010

Mais uma evidência do terror islâmico que infiltra a malha sistêmica do estado de direito.

Alabama em três tempos

Fabricio Pontin | Estados Unidos 10:30 | 21/05/2010

1)

2)

3)

Tenham um bom dia.

Enquanto isso, no New York Times:

Fabricio Pontin | Estados Unidos 08:24 | 19/05/2010

O acordo [do Irã] de última hora anunciado nesta semana com os líderes do Brasil e da Turquia foi muito similar àquele alcançado com as grandes potências no último outono.

Mas, depois de quase um semestre,

O atual acordo deixa o Irã com muito combustível, não coloca qualquer limite no enriquecimento de urânio em alta densidade e permite que Teerã retome o combustível estocado na Turquia quando bem entender e sem qualquer compromisso de negociação.

O Brasil e a Turquia, no entanto,

estão ansiosos para ter um papel mais importante na arena internacional. E também estão ansiosos em evitar um conflito com o Irã. Respeitamos esses desejos. Mas assim como todo o resto do mundo, eles [Brasil e Turquia] foram feitos de bobos por Teerã.

Portanto, o Brasil e a Turquia

devem se juntar com as demais maiores potências e votarem a favor da resolução do Conselho de Segurança. Mas, antes disso, eles deveriam voltar para Teerã e pressionar os mulás na direção de um acordo confiável e iniciar negociações sérias.

Conclusão: bonitinho esse pedaço de papel que vocês conseguiram, agora voltem lá e arrumem um que preste.

Alinhamentos

Fabricio Pontin | Estados Unidos 17:10 | 18/05/2010

Não tem nada de errado em um país buscar independência diplomática.

Muita gente, e gente boa, tem interpretado este movimento do Itamaraty de querer dialogar com o Irã e com os Estados Unidos na posição de um ator com interesses independentes como uma tentativa de adquirir um “passe livre” na arena internacional. Para ficar nos termos das relações internacionais: o Brasil quer poder atuar em palcos diferentes, que normalmente estariam em conflito. Quer poder jogar pelo Flamengo e pelo São Paulo – ao mesmo tempo.

Já consigo ouvir alguém gritando “mas isso não é um jogo de futebol”. Talvez, pode ser uma comparação desastrada. De qualquer forma, podemos indicar que existem diversas atitudes com relação ao Irã na arena internacional (esta grande ficção). Vou dividir a coisa aqui, vamos pensar que tem atitudes negativas, atitudes neutras, e atitudes simpáticas. Pois bem, isso seria o que chamei ali no título de alinhamento, okey?

Nos últimos dias, a China e a Russia, que estavam em uma posição de neutralidade com relação ao Irã, se moveram para o terreno “negativo” ao apoiar as sanções capitaneadas pelo Pentágono. Tanto a Russia quanto a China são (ou eram) parceiros do Irã em algumas empreitadas econômicas. Com este novo posicionamento, o Irã precisa de aliados, e rápido.

Sobraram no terreno neutro uma meia dúzia de países que não importam. Não tem voz. Não apitam. Estes não servem. Mas o que me interessa é que a entrada do Brasil enquanto parcero comercial do Irã no comércio de urânio, junto com a Turquia, nos coloca na posição de ter uma atitude simpática com o país dos aiatolás.

Energia é uma questão militar. Então me poupem do papo-aranha de “fins pacíficos”. Alinhamento político-comercial em questões de energia é um alinhamento militar. É mais ou menos como ajudar um país a produzir mísseis, por exemplo. Portanto, não é exagero algum dizer que o Brasil escolheu um alinhamento militar-comercial com o país que mais rapidamente perde apoio na arena internacional.

Eu não sei quais são as razões do Itamaraty para isso. Cada vez mais o enriquecimento de urânio entra no discurso executivo brazuca. Mas, para o Brasil, qual é a vantagem de negociar com o Irã, especialmente no longo prazo?

A Turquia poderia alegar razões estratégicas-geográficas “O Irã fica aqui do lado!”, mas o Brasil não tem razões históricas ou contingenciais para fazer esse acordo agora. Quer dizer, só se a razão for querer aparecer e adquirir algum tipo de relevância.

A história não tá pegando muito bem. Duas colunas no Washington Post nos últimos sete dias resolveram sentar o cacete no governo brasileiro (aqui e aqui). Achei os argumentos bestas. Especialmente do segundo cronista, que acha um escândalo o Brasil “ignorar o brutal governo Iraniano”. Por favor, o maior parceiro comercial dos Estados Unidos é a China. Ninguém se importa com a brutalidade alheia.

O problema desta nova atitude da diplomacia brasileira é o alinhamento. Estamos ignorando aliados históricos e procurando novos aliados. Fico curioso dos benefícios para a diplomacia brasileira em mostrar simpatia por um barco que está afundando. O governo iraniano mal dá conta das pressões internas e agora vai virar um grande parceiro comercial-militar do governo brasileiro?

Claro, o Irã – mesmo se conseguir a bomba – não vai correr o risco de virar uma grande piscina de vidro ao atacar Israel. Mas este não é o ponto para o Brasil: enquanto o Marco Aurélio Garcia fala do “escândalo” das sanções externas, o Irã perde a neutralidade da China e da Rússia. Os ratos vão abandonando o navio iraniano, e o Brasil vai alegremente a bordo com toda sua bagagem diplomática – esperando poder pular de volta para o porto seguro dos aliados históricos caso a coisa fuja de controle. Mas cabe a pergunta: e se o porto seguro negar entrada, para onde vai a diplomacia brasileira?

Dr. Rekers precisa de ajuda com a bagagem

Fabricio Pontin | Estados Unidos 15:18 | 05/05/2010

Exercício mental rápido: imagine que você é um famoso psiquiatra americano e…

a) Defende que crianças que vivem em uma casa com homossexuais, ou pior ainda, adotadas por homossexuais, podem desenvolver danos psicológicos severos;
b) Tem um website alegando o valor científico-biológico da abstinência sexual para adolescentes;
c) Funda um tal de Family Research Center, que se ocupa em dinamitar toda e qualquer iniciativa que seja parte da agenda de grupos GLS;

Nesse caso, parece uma boa ideia, durante o planejamento de uma viagem de férias para a Europa, contratar um garoto cujas principais características são “uma bundinha lisinha, apertadinha e macia” e um “fabuloso dote (16cm)”?

O Dr. George Rekers acha que sim:

carrega a bagagem do bigode, vai

O Dr. Rekers foi pego na saída do aeroporto com o bofe descrito ali em cima. Confrontado, ele disse precisar de “ajuda com a bagagem”, já que está doente. Mas fiquei na dúvida. Se o cara é um psiquiatra famoso por sugerir que homossexualismo pode ser curado com terapia de choque e muita oração, o que acontece com a carreira dele se vai para a Itália com um garoto de programa?

Espero ansiosamente pela esposa do Dr. Rekers, daqui a dois anos, no Today Show, dizendo que ele está finalmente curado de sua queda no homossexualismo.

Dr. Cuccinelli não gosta de mulher (pelada)

Fabricio Pontin | Estados Unidos 10:30 | 04/05/2010

Dr. Ken Cuccinelli é algo como Procurador-geral de Justiça em Virgínia. Virgínia, sabe-se, é a terra onde Walter Raleigh chegou com uma trupe de exploradores para dar início à colonização de fato dessas terras norte-americanas – pelo menos por parte da Coroa Britânica. Hoje, tudo que importa no estado da Virginia pode ser encontrado nesta foto:

Indignado com a pouca-vergonha que tomou conta de Virginia Beach, o Dr. Cuccinelli resolveu cortar o mal pela raiz. A raiz, no caso, é o escudo de armas do estado, que é assim:

Mentira, é assim:

O Dr. Cuccinelli, indignado com a moça com os seios de fora no escudo supra resolveu sugerir uma idéia mais modesta para dar uma moralizada na coisa, propondo a seguinte alternativa:

Fica fácil perceber aí que no escudo do Dr. Cuccinelli a figura da deusa Virtus é agora coberta por uma cota de malha, acabando com aquela putaria sem limite a exposição indevida e exploratória do corpo feminino. Ela continua, no entanto, pisando em cima do camarada. Mas, sei lá, achei ela mais… desanimada.

Claro, o Dr. Cuccinelli já lançou uma declaração dizendo que tudo não passa de uma grande brincadeira, e que na realidade ele só está usando essa versão do escudo no escritório dele para fazer uma gracinha com os estagiários.

Acontece que o Dr. Cuccinelli tem história: entre 2009 e 2010, apenas, ele já I) questionou se o Obama é americano mesmo (na minha modesta opinião, atitude que deveria te garantir um lugar cativo no hospital psiquiátrico mais próximo); II) implodiu com uma lei para coibir o tratamento discriminatório de homossexuais e, de quebra, III) defendeu que universidades podem coibir comportamento morais “intrinsicamente ruins” e que homossexualidade é “naturalmente aberrante”.

Isso tudo somado ao antecedente de um outro Procurador-geral, este federal, o Dr. John Ashcroft, que achou muito inapropriada a estátua da Themis com os seios expostos, e sugeriu colocar um paninho para cobrir as vergonhas da pobre moça – claro, tudo em nome da “harmonia visual”.


VISTAM ESSA MULHER!

Sempre fico muito espantado e impressionado com o rigor e valentia moral que esses republicanos demonstram.

Entre um carro-bomba e uma cidade embaixo da água

Fabricio Pontin | Estados Unidos 17:59 | 03/05/2010

Em New York

Um vendedor de camisas na Time Square vê uma Nissan Pathfinder exalando uma fumaça estranha e resolve chamar a polícia. Isso foi sábado. Logo, o esquadrão anti-bombas está no centro do universo (AKA: Times Square) e encontra uma série de explosivos dentro do automóvel. A série de explosivos ultra complexos utilizados pelos potenciais terroristas foram: três galões, daqueles que a gente usa para fogão de duas bocas, 5 galões de gasolina, uns fogos de artifício daqueles que se compra em praia, vendidos por contrabandista paraguaio com bigodinho, uma meia dúzia de timers para – supostamente – dar a ignição na mistura e uma caixa de metal cheia de fertilizante.

De acordo com o New York Times, se a coisa tivesse sucesso o banheiro do colégio ia espalhar merda para tudo que é lado uma grande bola de fogo teria explodido na Times Square, e um bocado de gente podia morrer.

Claro, ameaça terrorista é uma coisa muito séria, e o fato da Pathfinder (coreana, terrorista) ter sido estacionada na frente do prédio da Comedy Central já levou um congressista a dizer que pode ter alguma coisa a ver com aquele episódio de South Park (falaremos mais sobre isso no nosso programinha, ok?).

Mas, vamos parar por um segundo e avaliar o brilhantismo de nossos inimigos no Taliban Paquistanês (se é que foram eles mesmo, afinal o fato de meia duzia de retardado mental no Paquistão se apressar por admitir a autoria de um peido velho não deve nos encher de esperanças). Estamos tratando com gênios da estratégia que depois de muito tempo e análise de custos conseguem finalmente elaborar um plano similar ao que teu colega de escola meio maluco pensou para matar aquela aula sábado de manhã.

A polícia de NYC, que vigia a cidade dentro de uma estratégia panóptica de dominação subsistêmica da malha de vivência quotidiana (típica da sociedade capitalista pós-industrial e na era do capitalismo sem emprego), já viu no vídeo ali de cima um potencial suspeito. E também já acharam o dono do carro – que não é considerado um suspeito.

Por sinal, o serviço secreto ainda não exclui a possibilidade do atentado ser doméstico, com aquele grupinho paquistanês entrando apenas no “vácuo”.

A nossa amiga paranoia está solta e feliz pela cidade de New York e agora há pouco um bueiro explodiu perto da sede do New York Times, causando milhares de tweets desesperados. Tendo em vista que o New York Times sequer colocou uma chamada sobre o ocorrido no site (pelo menos até agora), imagino que não seja nada de muito grave. Se algum camarada em NYC ler isso aqui e estiver com vontade de contar como tá o clima de apocalipse eminente (ou não) na cidade, favor remeter-se aos comentários.

No entanto, este não é o principal problema do Obama agora.

Em Nashville

Semana passada, sexta feira, o mundo caiu aqui no Midwest e no Midsouth. Em Nashville, onde fica o Redneck Country Music Hall of Fame, a coisa ficou assim:

Como se não bastasse o dano estrutural, o governo local já disse que a contagem de corpos vai superar os 12 até agora encontrados. Para prevenir maiores estragos (tem mais chuva na previsão para a semana), o governo estadual e a prefeitura de Nashville deram ordens para evacuar a cidade por medo que o rio continue a encher (Nashville – assim como New Orleans – tem um sistema patético de drenagem). Água potável? Não tem. Todas as estações de tratamento foram detonadas pela enchente.

De quebra, deus odeia o Midsouth e castigou a região com meia dúzia de tornados que fizeram uma limpa ao redor de Memphis. Ano passado, aqui no sul de Illinois (que é parte do Midsouth), tivemos agradáveis brisas de 170 km/h que destruíram a região. Até agora estão tentando limpar o estrago.

A região parece que passa o tempo todo se recuperando de desastres naturais: em 2007 a cidadezinha de Jackson, perto de Memphis, foi atingida por cinco tornados no mesmo dia. Ano passado, quando eles começaram a se recuperar, a coisa aconteceu de novo. Adivinhem se Jackson não foi atingida de novo este final de semana? Junto com toda a região, é claro.

Mais um problema para o Obama, portanto, que não apenas tem que lidar com a crise ambiental no deep-south (região do Golfo do México) mas também tem que dar conta dessa gente teimosa que teima em morar em regiões evidentemente inóspitas para a existência humana (velho, se teu RV é destruído TODOS OS ANOS por um tornado, talvez seja uma boa idéia se mudar…).

Em tempo, enquanto tem que lidar com essas questões internas (e não esqueçam que a tentativa de atentado em NYC pode ter sido autoria de um grupo interno), Obama tem também que se preocupar com o Ahmadinejad fazendo birra no palanque da ONU.

Durma-se com um barulho desses.

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