Live blogging | Debate entre os presidenciáveis | TV Globo

Leandro Demori | Itália 21:49 | 30/09/2010

Maior homem da república

Gabriel Brust | França 18:49 | 30/09/2010

$ila$ Malafaia, líder da Assembléia de Deus, é o nome da eleição nos últimos dias. No twitter, é o mais citado quando o assunto é política, ficando acima de qualquer um dos candidatos. O estopim foi a decisão de Malafaia de voltar atrás no apoio a Marina Silva, que pertence à mesma igreja. O ponto: aborto.

O home made abaixo é o petardo mais recente do pastor. As palavras de Malafaia neste vídeo, concorde-se ou não com ele, seja você a favor ou contra o aborto, seja você eleitor de Serra, Dilma ou Marina, são irretocáveis do ponto de vista de quem entendeu como funciona uma democracia e como funciona uma república. E como tem gente no Brasil que ainda não entendeu!

Cansei de ler esta semana ilustres imbecis apontando um suposto retrocesso na democracia brasileira por termos um pastor abrindo votos e influenciando a eleição. Trata-se exatamente do oposto: o fato de termos grupos religiosos — ou de qualquer outro tipo — que buscam eleger candidatos que defendem bandeiras compatíveis com seus princípios é mais do que legítimo. Se eles buscarem isso por vias institucionais, provocarão, no mínimo, um bom debate. Se há algum retrocesso é termos duas candidaturas, entre as três que lideram as pesquisas, que não se posicionam sobre o tema. Marina defende um plebiscito, e Dilma há poucos dias resolveu dizer que é contra — depois de passar anos dizendo que era a favor. Democracia saudável é aquela em as que partidos e candidaturas se posicionam. Depois disso, vote neles quem quiser.

Particularmente, sou a favor do aborto — discordo de Malafaia e da candidatura do PSDB neste ponto. É uma das poucas questões em que fecho com Dilma e com o PT. Mas o PT não me dá nem a oportunidade de concordar com ele: passou 20 anos defendendo uma coisa e, na eleição, mente que é contra o aborto. Até nisso! Daí fica difícil, cumpanherada… Malafaia nelle$!

José Dirceu estava certo

Leandro Demori | Itália 12:45 | 30/09/2010

Da Folha de hoje:

Após falar com Serra, Mendes para sessão
Ministro do STF adiou julgamento que pode derrubar exigência de dois documentos na hora de votar, pedida pelo PT. Candidato e ministro negam conversa, que foi presenciada pela Folha; julgamento sobre se lei vale continuará hoje

MOACYR LOPES JUNIOR
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.

Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo.

A solicitação foi testemunhada pela Folha.

No fim da tarde, Mendes pediu vista (mais prazo para análise), adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT). A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menos escolaridade.

A lei foi aprovada com apoio do PT e depois sancionada por Lula, sem vetos.

“MEU PRESIDENTE”
Ontem, após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens, que o informou que Mendes estava na linha.

Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como “meu presidente”. Durante a conversa, caminhou pelo auditório. Após desligar, brincou com os jornalistas: “O que estão xeretando?”
Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.

Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.

Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.
O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.
Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência.
À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.

CONSENSO
Antes da interrupção, foi consenso entro os ministros que votaram que o eleitor não pode ser proibido de votar pelo fato de não possuir ou ter perdido o título.

Votaram assim a relatora da ação, ministra Ellen Gracie, e os colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.

Para eles, o título, por si só, não garante que não ocorram fraudes. Argumentam ainda que os dados do eleitor já estão presentes, tanto na sessão, quanto na urna em que ele vota, sendo suficiente apenas a apresentação do documento com foto.

“A apresentação do título não é tão indispensável quanto a do documento com foto”, disse Ellen Gracie.
O ministro Marco Aurélio afirmou que ele próprio teve de confirmar se tinha seu título de eleitor. “Procurei em minha residência o meu título”, disse. “Felizmente, sou minimamente organizado.”

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos foi definida em setembro de 2009, quando o Congresso Nacional aprovou uma minirreforma eleitoral.

O PT resolveu entrar com a ação direta de inconstitucionalidade semana passada por temer que a nova exigência provoque aumento nas abstenções.

O advogado do PT, José Gerardo Grossi, afirmou que a exigência de dois documentos para o voto é um “excesso”. “Parece que já temos um sistema suficientemente seguro para que se exija mais segurança”, disse.

Comentários meus, todos no twitter:

. Como a matéria da Folha sobre o telefonema de Serra não tem fonte ou documentos que a comprovem, é goLLpista e mentirosa. Né, não? (ops)

. A “Velha Mídia” faz assim: diz que ouviu uma conversa e publica. Nem uma prova. Nadica. Cadê o @conversaafiada pra mostrar esse abesórdo!?

. Agora vocês entendem o que José Dirceu quis dizer sobre “abuso do poder de informar”? Matéria sem prova alguma. #velhamídia #pig #golpe

. Certamente, Franklin Martins, que é jornalista, soltará nota oficial contra esse abesórdo do #pig publicar matéria sem prova.

. Qual o volume da voz do @joseserra_, hein, @conversaafiada? Duvido que dá pra ouvir a mais de 5 mts. GoLLpe! #pig #Tavinho #jornalixo

. E esse repórter que teria ouvido a ligação? Há que se investigar, hein, @luisnassif? Certamente tem uma multa de trânsito que o deslegitima.

. Olha, gente. Não é fácil. Amanhã o #pig vai publicar o que? Que a @silva_marina psicografou o Chico Mendes e pediu uma queimada na Amazônia?

. Cara, CADÊ MEUS HERÓIS? Nassif e PHA? Se rerererevenderam pra “Velha Mídia”?

. O PIG (Partido da Imprensa Golpista) publica matéria baseada no que “um repórter ouviu”? Ô, @luisnassif, me defende! #povo

. Abesórdo os blogs progre$$ista$ não nos defenderem desse “jornalixo”. A “Velha Mídia” comanda. Cadê a prova do telefonema do Serra? #pig

. Folha divulga de modo “irresponsável” uma matéria sem fonte? Sem gravação? Sem provas? CADÊ OS BLOGS PROGRESSISTAS PRA DEFENDER A SOCIEDADE?

Live blogging | Debate da Globo entre os presidenciáveis | Hoje, 22:30

braziu.org 11:54 | 30/09/2010

Estaremos aqui hoje, lá pelas 22h, pra fazer nosso ao vivo deliça.

Comece a beber desde já — único modo de suportar.

Democracia salada de frutas

Leandro Demori | Itália 23:06 | 29/09/2010

[ref 1 e 2]

Gol

Leandro Demori | Itália 11:16 | 29/09/2010

Na frente do palácio de governo há um cartaz com a face de Sakineh Mohammadi Ashtiani. É grande — uns 5 metros de altura, calculo. Não sei ao certo porque está lá no alto. No pé do impresso se destaca o brasão do Ministério das Relações Exteriores.

O ministro, nos últimos dias, vem “trabalhando duro” pela causa de Sakineh, condenada à morte por apredejamento no Irã, “uma nação amiga”. O presidente também já intercedeu por ser considerado “influente na região”. Juram que não é a última do português. Explicam que em outras oportunidades já se cogitou até mesmo que o presidente assumisse as negociações de paz no Oriente Médio por essa suposta influência.

Eu olho para os olhos de Sakineh Mohammadi Ashtiani no cartaz e sorrio tenso de compaixão. “Pobre dela que está na mão dessa gente”. É a única coisa que consigo pensar.

O presidente e o ministro abraçaram a causa por ela ser ‘popular e humanitária’. Abraçaram porque, no fim, são uns canalhas da política. A vida de Sakineh, para eles, é o que menos importa. Desde 1979, 109 pessoas morreram apedrejadas no Irã.

Nos últimos meses, o presidente vem acusando a imprensa de atacá-lo de forma maldosa e sistemática. Rebate sempre, muitas vezes perde a linha; usa o apoio incondicional e bem pago da mídia amiga para defendê-lo, exaltar seus dotes de estadista e bombardear os adversários. Sakineh Mohammadi Ashtiani vem a reboque. Sakineh Mohammadi Ashtiani é um bibelô político.

O presidente vislumbra uma eleição pela frente e sabe dos perigos que corre. Sempre que se aproxima desse ponto, procura cumprir causas “nobres” como a de Sakineh, falar sobre futebol, reclamar da mídia e atacar adversários.

Suas declarações causam impacto e admiração, mas depois que morde, assopra. Hoje mesmo, como em outras vezes, disse que “o amor vencerá o ódio”. Não se interessa por discussão política relevante, sequer parece levar a sério seu próprio plano de governo. Leva a sério, isso sim, um plano de poder, e polariza cada vez mais o eleitorado em busca do jogo do Bem contra o Mal: se está comigo, está, se não vota nos meus, é inimigo.

O bipolarismo é desejado a todo o custo. “Há mais paixão, rivalidade, envolvimento e idolatria em uma cidade onde há somente dois grandes times ou em outra em que três ou quatro disputam a liderança?”, deve se perguntar, apaixonado que é por futebol. É nessa hora que você grita gol.

Boletim Eletrônico da Agência Câmara de Notícias – v.01 ‘Pedro Bial’

Leandro Demori | Itália 07:05 | 29/09/2010

Boletim Eletrônico da Agência Câmara de Notícias
Brasília, terça-feira, 28 de setembro de 2010

Hasteamento diário da bandeira poderá ser obrigatório

Projeto obriga SUS a distribuir protetor solar

Projeto estende inelegibilidade a parentes de terceiro grau

Projeto permite utilização de espaço eleitoral perdido pelos partidos

Projetos de piso salarial não avaliam impacto orçamentário local

As eleições brasileiras na França e os documentos para domingo

Gabriel Brust | França 15:24 | 28/09/2010

Havia fila hoje à tarde no Consulado do Brasil em Paris no período das 14h às 15h30, faixa de horário que diariamente é dedicada à “retirada de documentos”. A fila de hoje – que deve se repetir ao longo da semana – se explica pela grande quantidade de pessoas buscando seu título eleitoral para votar no domingo. Segundo o Consulado, são cerca de de 4 mil os brasileiros aptos a votar aqui em Paris no próximo fim de semana – de um total de 200 mil eleitores brasileiros que vivem no exterior. Fazendo-se uma contagem a partir das listas de antigos (de 1986 a 2008) e novos inscritos, esse número parece ainda maior, quase chegando aos 5 mil. E se percebe também que, deste total, cerca de 2,3 mil solicitaram a transferência de domicílio eleitoral recentemente – ou seja, praticamente a metade do total deve votar em Paris pela primeira vez. O número parisiense não é tão inexpressivo se comparado, por exemplo, a Buenos Aires, de um país vizinho ao Brasil, onde apenas 3,8 mil brasileiros estão aptos a votar.

Os dados sobre a imigração brasileira na França são pouco precisos – a contagem oficial dos que moram hoje por aqui é falha, já que boa parte dos brasileiros jamais se cadastra junto ao consulado. Alguns palpites falam em 40 mil pessoas – sendo 10% ilegais. O que se sabe é que, desde 1996, quando caiu a exigência de visto de entrada, o fluxo migratório aumentou e modificou o perfil do brasileiro que vive na França (como descreve bem esta matéria, já um pouco antiga, da RFI). No lugar de intelectuais, ricos e artistas, começaram a chegar pessoas interessadas em fazer dinheiro com faxinas e serviços de pedreiro. A maioria, é verdade, se decepciona, já que não há dinheiro algum para se ganhar na arcaica economia francesa, se comparada às dos vizinhos europeus.

Apesar disso, os números sobre o cadastro eleitoral corroboram com a tese de que, a despeito da boa década econômica vivida pelo Brasil, a emigração para a França acelerou. A transferência de domicílio eleitoral passa a ser um índice confiável na medida em que, geralmente, é solicitada por quem decidiu viver aqui definitivamente, excluindo, portanto, o grande contingente de estudantes universitários que todo ano chega para passar uma temporada, virar “dotô”, e retornar ao Brasil.

De resto, os títulos eleitorais hoje eram entregues no Consulado sem qualquer explicação de como proceder no domingo. O que me leva a crer que não será surpresa se a exigência de um segundo documento com foto derrubar muita gente, por aqui também, na hora de votar. No Brasil, o PT atentou para este “fator documento” na reta final. Sabe que seu eleitorado mais pobre, vindo dos grotões, em geral não dispõe de muitos papéis. E um aumento na abstenção dos eleitores de Dilma, por menor que seja, poderá ser decisivo na votação apertada que as pesquisas estão prometendo para o fim de semana.

Caso haja segundo turno, o que José Serra deve fazer?

Leandro Demori | Itália 12:16 | 28/09/2010

Vote na nossa nova e sen$acionau enquete participativa-e-de-qualidade.

Caso haja segundo turno, o que José Serra deve fazer?

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Que político brasileiro você é?

Leandro Demori | Itália 15:00 | 27/09/2010

É segunda-feira e nós deste Braziu julgamos absolutamente compreensível que você não faça nada de nada para justificar seu salário miserável antes de responder a um chamado cívico.

“Que político brasileiro você é?”

Clique na frase acima, depois em “go to application (vá para o aplicativo)”, responda ao nosso $ensacionau quizzzzzzz (…rónc) no Facebook e sinta-se parte desta grande democracia representativa. Aproveite e vire nosso amigo [miguxo].

Não esqueça de postar o resultado na caixa de comentários deste post.

Postado originalmente em 8 de março de 2010

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