O noticiário político deste domingo traz uma boa amostra do que o Brasil pode se livrar a partir do dia primeiro de janeiro de 2011. Não completamente, é verdade, já que depois de oito anos mamando no dinheiro público como nunca antes na história desse país, as organizações sindicais no Brasil se tornaram verdadeiras máfias oficializadas, que tendem a sobreviver às mudanças de governo.
É incrível como governos de esquerda conseguem ser previsíveis em sua miséria. Na Venezuela, Chávez segue à risca o roteiro rumo ao fracasso que todas as repúblicas de mesmo molde apresentaram ao longo do século 20. Escassez de alimentos nas prateleiras, racionamento de energia elétrica, empresas públicas destruídas pela invasão sindical, único país que terá encolhimento do PIB na América Latina, e, por fim, escolha do inimigo externo – EUA e Colômbia — para justificar toda a incompetência. Dá até preguiça comentar, de tão previsível.
No Brasil, o roteiro pronto fica por conta do poder dos sindicatos, engolindo o próprio Estado. Oito anos vertendo dinheiro de maneira incontrolável para bandidos, deu no que deu. O próprio governo começa a perder o controle sobre essa sub-casta que indiretamente (ou diretamente?) hoje governa o país, passando longe das boas intenções ou de métodos éticos para conseguir o que quer. A longo prazo, governo e sindicalistas tendem a se destruir mutuamente em sua guerra particular pelo nosso dinheiro. O filme é antigo e um eventual governo de Dilma será uma reprise sonolenta.
Mas vamos ao clipping de domingo, na República do Banditismo Sindical:
Na briga por cargos e poder na administração do presidente Lula, até o ministro Guido Mantega (Fazenda) foi alvo de um dossiê apócrifo que o próprio governo identifica como elaborado pela ala do partido egressa do sindicalismo bancário.
Amostragem extraída do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) aponta irregularidades e pendências em, pelo menos, R$ 162 milhões repassados à CUT, à Força Sindical e a mais quatro entidades, por convênios. Desse montante, R$ 54,9 milhões são de repasses que sequer tiveram as prestações de contas analisadas pelos órgãos federais até o momento.
Entre 2006 e 2010, a variação patrimonial dos 56 deputados da bancada sindical na Câmara que são candidatos este ano foi de R$ 12,7 milhões – mais da metade desse valor (R$ 7 milhões) foi acumulada por apenas dez parlamentares. Encabeçando a lista dos parlamentares ligados ao movimento sindical que maior variação patrimonial apresentaram estão os deputados Geraldo Magela (PT-DF) e Luiz Sérgio (PT-RJ), que duplicaram suas posses, e Paulo Pereira, o Paulinho da Força (PDT-SP).Paulinho teve um crescimento de 493% em seu patrimônio nos últimos quatro anos de mandato.










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Bom emprego.
Se vier com aqueles escravos carregadores de liteiras, me sindicalizarei.
Sucursal da MMFB?
Mas o que qué isso?
Mas o que qué isso?
Mas o que qué isso?
http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=177502