Estamos aqui na Europa vivendo o momento mais crítico desde a criação do bloco. O que era para ser uma ilha de estabilidade e bem-estar social derrete lentamente com o euro em queda, economias nacionais endividadas, cortes pesados de despesas em setores fundamentais, diminuição importante de parte do welfare state.
A Europa bem que tentou evitar isso, ao menos acreditava na tentativa. Incluiu mais países no acordo, introduziu desgarrados (geograficamente) como Grécia, Romênia, Letônia e Lituânia no tratado de Schengen, botou na agenda a substituição de moedas como a coroa estoniana, o lev búlgaro, o leu romeno ou o forint húngaro pelo euro. A Romênia desacelerou um importante crescimento econômico, a Grécia faliu, mas a grande cobiça das correntes políticas europeístas era a Turquia.
São vários os motivos que puxavam a Turquia em direção à Europa em vez de empurrá-la ao Oriente Médio: capital bastante ocidentalizada (para os padrões da região), economia importante, voz de diálogo entre a Europa e o Oriente Médio, posição geográfica que pode servir — e muitos apostam nisso — de sociedade de contenção contra o avanço do Islã. Não adianta imaginar um mundo em que o avanço do Islã não seja visto como um problema por parte do Ocidente. A posição de muro contentor contra o avanço do islamismo é, aliás, o maior trunfo para buscar apoio de importantes partidos eurocéticos como a Liga Norte, que sequer acredita na unidade italiana como país, quanto menos em uma Europa unida. Mas a Liga tem tons fortemente anti-islâmicos e acaba simpatizando com a ideia de incluir a Turquia.
O desembarque de Israel no barco dos militantes pró-Faixa de Gaza pôs a Europa em posição incômoda. Praticamente todos os países daqui, de uma forma ou outra, disseram que a ação do exército israelense parece amplamente desproporcional. O ministro das Relações Exteriores da Itália disse ontem, nas entrelinhas, que Israel caiu em uma armadilha e foi ingênuo. Alguém aí acredita que os barcos tinham qualquer outro objetivo maior senão fazer justamente isso? Havia alguma chance de eles conseguirem furar o bloqueio de uma das regiões mais militarizadas do mundo? Botemos os pés no chão para tentar raciocinar sem o alvoroço de um estádio de futebol.
Os prisioneiros libertados hoje por Israel saíram fazendo o “V” da vitória.



Fotos do La Repubblica
Talvez esse gesto signifique alguma outra coisa pelas bandas do Oriente Médio, mas pareceu bastante emblemático. Ou você acha que esse bebê estava em um dos navios para a ajudar a carregar mantimentos?

Que tipo de pessoa vai enfrentar um bloqueio militar declaradamente perigoso com crianças a bordo? Olhe bem para a foto e tente responder.
Houve a invasão, houve mortos. Do ponto de vista da propaganda é uma vitória muito maior do que aportar. Uma notícia no estilo “Barcos furam bloqueio militar e entregam mantimentos em Gaza” tem vida útil de 2 ou 3 dias na imprensa. Sob a análise fria da audiência, os mortos duram mais — e chocam mais.
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Você pode ser a favor da causa palestina e encarar esses barcos como peça provocatória de propaganda. E pode pensar que deu certo. Não há nada de contraditório nisso. Pensar que havia 700 pessoas “do bem” que foram enfrentar o “Grande Mal” é de uma ingenuidade sem tamanho. Caso aportassem em Gaza seria um sucesso. Caso fossem barrados por Israel, também.
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Como se já não bastasse o isolacionismo natural de Israel ao matar pessoas, ainda há o fator de que a União Europeia pisa em ovos por precisar “agradar” a Turquia. O que muitos por aqui temem é que esse episódio afaste de vez o país da Europa — um desastre histórico do ponto de vista da unificação.
A Turquia não é santa, o interior do país ainda é tribal e as mulheres são tratadas como mercadoria em muitas áreas, mas o episódio a favorece. Assim como favorece a vitimização de um dos lados — como Israel, que também já foi vítima em outros episódios — e afasta cada vez mais o mundo de realmente compreender o que acontece por lá.
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Para aprofundar: “Assassinato de dez deteriorará ainda mais imagem de Israel“









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grande texto. porém, Turquia como “contenção contra o avanço do Islã” é uma piada macabra (aliás, há muitas – o mundo gritando “morte a Israel” e a foto desse bebê dizem tudo). quem engendrou oficialmente essa flotilla foi uma organização (ligada ao terrorismo árabe) turca. quem fez toda aquela encenação com o Ahmadinejab? a Turquia. o panislamismo cresce lá há muito tempo, e o país já tem histórico genocida.
Com a entrada da Turquia na UE e com os supostos beneficios do euro, muitos europeus acreditam que conseguiriam reverter essa Turquia que tu aponta, marlon, transformando ela em um verdadeiro muro de contenção.
É uma tese.
sim, eu sei. mas conseguiriam “reverter” com quê? com grana e promessas econômicas? (como os EUA tentam reverter o Afeganistão e Paquistão com “ajudas” bilionárias, e a grana vai em boa parte pra jihad – e a outra pros corruptos de sempre). essa gente não entende nada de nada de jihad.
“desde a criação do bloco. ”
Qual bloco?
Bloco de Carnaval.
Vai para o raio que o parta com essa teoria da conspiração !
Nada é o que parece…
“V” da vitória, ou paz e amor?
Bebê na janela, ou um anão?
“Vai para o raio que o parta com essa teoria da conspiração !” = Copa do Mundo.
rápido comentário sobre a turquia. na verdade, uma mirada mais economicista do que qualquer outra coisa. o futuro do euro é a pergunta desde a sua criação! valorizado, sofre a perda de competitividade internacional. fica evidente que necessita de um “maior mercado interno”, ou seja, o aumento do contingente populacional que o utiliza no seu dia-a-dia é uma estratégia pra sua própria existência. quero dizer que concordo com a teoria de contenção ao islã, “da ameaça da meia lua”, “do temor dos que não respeitam os direitos humanos elementares”, mas somente uma análise geopolítica é insuficiente. o que conta é grana. grana é estratégico. grana é o que define o que é securitizado, e o que é desecuritizado da agenda. no meu ponto de vista, claro, o islã tem óleo e tem gente. logo, é mercado. belo debate, demo(ri!).
Demori (pode ser qualquer outro também!), me explica uma coisa:
o que a tal Flotilha da Liberdade fazia tentando furar o bloqueio à noite?!
Ou era esse mesmo o espírito: ir à noite e aproveitar que “ninguém estava vendo no escuro?!” Ou era mais uma forma de “provocar” o resultado desejado?
No mais, custo muito em aceitar que um país de maioria muculmana (ok, islamismo suave) seja aceito na Uniao EUROPEIA. Nada mais antitético e oximoroso do que os vocábulos européia e muculmano/islamismo.
Nem todos os interesses comerciais, geopolíticos, financeiros, religiosos, festivos, musicais, sexuais, extraconjugais e quetais explicam tal uniao…
maurício boff: bom ponto.
Fan: não entendi nada. Desculpa.
Sinceramente, a teoria da Turquia isolar é uma teoria tão inteligente…..
No momento que a Turquia entrar, a chinelagem vai começar, bois sendo carregados de um lado para o outro(ah, como se chamam mesmo esses bois que os muçulmanos adoram?? Ah, mulheres!). Sem contar do tribalismo que muitos poucos conhecem do que acontece na Turquia ainda, essa sociedade medieval.
A atitude de Israel foi desmedida, mas não errada. Demori, se ainda não vês as italianas todas cobertas é porcausa que Israel contem de certa forma esse avanço pela Europa. Sabe o que dizem os filmes com entrevistas de muçulmanos? “O que fazer pra mais gente entrar pro islamisno?” “- Nada, no futuro serão 10 muçulmanos pra 1 de religião diversa… ou entra, ou morre”
É uma afronta a liberdade das pessoas não só na Europa, mas como no mundo. Ah, o governo não é dos melhores por aqui, vendem uma imagem errada? Pode ser, mas essa “liberdade” que temos ainda foi conquistada com muito sangue no passado, e é babaquice acreditar ao contrário.
Demori, me responde: porque pessoas pacíficas, como os palestinos lançam misseís de escolas? Porque crianças carregam metralhadoras? Paintball é esporte nacional lá?
Um abraço do lunático, não tem coitado nessa história não.
PS: http://www.europenews.dk
POVO DA PAZ:
http://www.internetengagement.com.au/?p=388
http://europenews.dk/en/node/32621
http://www.youtube.com/watch?v=J3r35ycecjk&feature=player_embedded
Bom texto, boa questão levantada.
o governo da Turquia certamente sabia das ligações da IHH com o terror.
http://news.yahoo.com/s/ap/20100602/ap_on_re_eu/eu_gaza_ships_terror_ties
“Demori, me responde: porque pessoas pacíficas, como os palestinos lançam misseís de escolas? Porque crianças carregam metralhadoras? Paintball é esporte nacional lá?”
Lunático: é justamente esse o ponto de vista que tentei evitar. Essas perguntas são retóricas e não servem a nada. Seria o mesmo que perguntar “por que Israel mantém assentamentos?”. Não conheço uma pessoa que defenda Israel que não engasgue na hora de responder a essa pergunta.
Fato é que, nesse caso, mais uma vez, está todo mundo errado. Civis tentarem furar um bloqueio militar é errado; a ação do exército de Israel foi errada.
Israel mantém assentamento pelo simples fato de que aquelas terras são historicamente de propriedade do Povo Judeu e lhes foram dadas por Deus quando Moisés levou seu povo que era aprisionado pelo Faraó do Egito até a Terra Prometida, sendo que, pela ótica judia os palestinos são simplesmente invasores que estão no lugar errado, e que serão gradual, lenta e inexoravelmente removidos para fora dos territórios judaicos.
Quer queira ou não, esta é a resposta, e não me parece que eu tenha gaguejado ao respondê-la.
Por outro lado, a “questão palestina” deveria ser melhor discutida pela Liga Árabe, não acha? É de se perguntar porque o povo palestino é tão massacrado pelas circunstâncias históricas e não tem um apoio de fato e de direito da Liga Árabe. Por quê?
Pois é, essa de Israel com o barco foi uma baita cagada por parte israelense.
Eles sabiam, nós sabiamos, todos sabiam, que esses barcos iam lá pra chamar atenção. E conseguiram.
Mas conseguiram porque Israel fracassou:
1. Abordou em águas internacionais. Isso é pirataria. ponto.
2. Matou 10 pessoas (hey, eles achavam que iriam invadir barcos e as pessoas iam esperar eles com flores? gimme. a. break.)
3. Mataram a sangue frio (caralho, 4 tiros na cara de um americano? que rateada ein, magrão?)
Se chamassem os somalianos piratas aqueles provavelmente eles teriam feito um trabalho menos absurdo. Até mesmo se eles afundassem os barcos e oferecessem resgate após, iria dar menos repercussão. O que não da pra entender, MESMO, é como um exército tão bem treinado como o de Israel (que acho que só deve ser superado/empatado com o suiço em termos de preparamento) conseguiu fazer um amadorismo desses.
cembranel:
esse é o ponto: fazer algo porque está escrito na bíblia ou por motivos religiosos – mesmo que pra isso tenha de se matar várias pessoas – é o tipo de fanatismo absurdo.
E é por isso que, como alguém falou aqui, defender qualquer lado que seja nessa disputa (israel x palestina) é EPIC FAIL. Ambos estão errados. Super errados.
Fernando: só para lembrar-lhe que Israel não tem “Bíblia”, tem o Thorá (se não me engano), e disossiar ‘religião’ do mundo real é a mesma coisa que colocar um ser humano em Júpiter.
Mas vamos pensar sua consideração sob outra ótica: que tal imaginar o povo americano reivindicando a Pérsia como seu território e de sua gente?
Os iranianos, ao revidarem esta tentativa americana de retomar seu território com base em suas convicções históricas & religiosas, seriam “fanáticos absurdos” hããã?
PALESTINA PARA OS FIRISEUS!
FILISEUS, FILISEUS!
cembranel: antigo testamento é livro sagrado pros judeus.
o resto do teu post é totalmente incompreensível.
Abraços Fernando, que a paz e a compreensão estejam convosco.
Força, Cembranel, força.
ADORU gente LOKA e super chapada comentando.
BRAZIU = UM LUGAR DUKARALho
(me INCLUO nessa gente, se a ironia não ficou clara)
“2. Matou 10 pessoas (hey, eles achavam que iriam invadir barcos e as pessoas iam esperar eles com flores? gimme. a. break.)”
Caso fossem pacifistas, sim, com flores e com as sandálias de Ghandi. Como não são pacifistas, não. O que me intriga nisso tudo é pensar na tal da “mídia na mão dos judeus”, tão sempre combatida pelos Grandes Moralistas do Universo. A imprensa passou a semana contando a história do Barco do Amor x O Grande Mal. Estranhos esses judeus, que têm a “mídia internacional nas mãos” e permitem uma coisa dessas.
“3. Mataram a sangue frio (caralho, 4 tiros na cara de um americano? que rateada ein, magrão?)”
Farei um post sobre isso.
“Estranhos esses judeus, que têm a “mídia internacional nas mãos” e permitem uma coisa dessas.”
Haha. Falência total da mídia má manipuladora imperialista sionista PIG dominante mundial monstruosa.
[...] leitor/comentarista fernando tocou em um bom ponto de discussão no post sobre a Turquia. Para ele, Israel fracassou na abordagem aos barcos dos militantes pró-Gaza também porque: 3. [...]
‘Caso fossem pacifistas, sim, com flores e com as sandálias de Ghandi. Como não são pacifistas, não.’
Até Ghandi chutaria a bunda de alguém que tenta invadir, digamos, a residência dele. Não abusa da ingenuidade, Demori.
No mais, como tu deve ter percebido, qualquer grupo de 30 pessoas aleatoriamente escolhidas no RS teria mais armas de fogo reunidas do que todos os barcos juntos. Favor não confundir pacifismo com martirismo.
“3. Mataram a sangue frio (caralho, 4 tiros na cara de um americano? que rateada ein, magrão?)”
Se a ideia do teu post era explicar porque isso aconteceu, acho que foi mal feito. Porque o ponto é: se tu tem vantagem numérica, tecnologica, de treinamento e equipamentos e deixa chegar no ponto onde é necessário utilizar armas de fogo, é EPIC FAIL.
7 barcos. 700 pessoas. Repense.
“Até Ghandi chutaria a bunda de alguém que tenta invadir, digamos, a residência dele.”
1. Não chutaria, como jamais chutou.
2. Relação entre a residência de alguém e um barco que tenta furar um bloqueio militar é zero.
Mas não falarei mais nisso sob o risco de parecer que estou tentando justificar a ação militar. Não tenho meios pra isso — como ninguém tem.
só um barco não parou quando solicitado, demori.
Isso reduz pra 100 pessoas DESARMADAS. Até a nossa brigada aqui faz um trabalho mais tranquilo com 100 pessoas.
No mais, se era pra chegar num ponto extremo, era só afundar a embarcação e resgatar quem estava lá. Mesmo sendo extremo, ninguém morreria e se pararia a embarcação.
residência e barco em águas internacionais = altamente relacionado.
O barco ainda estava a várias milhas de furar o bloqueio.
No mais, acho que realmente estamos levando a discussão a extremos: eu não estou criticando Israel em si, só estou falando que a ação foi uma grande trapalhada de um exercito super bem treinado.
“só estou falando que a ação foi uma grande trapalhada de um exercito super bem treinado”
A minha tendência é acreditar na mesma coisa, mas, como disse, não tenho elementos pra saber o que realmente aconteceu.
A DERROTA DOS MIDIANITAS
As três companhias desceram silenciosamente até onde os midianitas estavam. Cada homem levava uma trombeta numa das mãos e um cântaro na outra. Chegaram ao acampamento inimigo pouco depois da meia-noite, logo após a troca das sentinelas. Então Gideão tocou sua trombeta e quebrou seu cântaro, descobrindo assim a luz da tocha. Os cem homens de sua companhia o imitaram, assim como as outras duas companhias: todos tocaram suas trombetas, quebraram seus cântaros e gritaram: “Por Javé e Gideão!”.
Imaginem agora a cena do ponto de vista dos midianitas: era tudo silêncio e paz no vale. De repente soam trombetas, ouve-se o barulho de coisas se quebrando, e vê-se a luz de tochas surgidas como que por milagre, ao mesmo tempo em que trezentas vozes gritam o nome do deus e do líder de Israel. Meia-noite, todo mundo com sono, bêbado ou ambos, e não deu outra: confusão no acampamento, susto generalizado. Começaram a lutar uns contra os outros, uns fugiram.
http://www.jesusmechicoteia.com.br/a-derrota-dos-midianitas
“Favor não confundir pacifismo com martirismo”.
exato. e é exatamente isso que tu tá fazendo. antes de sair o video da abordagem (feito pelo IDF), eu já sabia que a hipótese de os soldados terem sido atacados por militantes armados (e serem forçados a defender-se com fogo) era a mais provável. por que? por que um video da Al-Jazeera (aqui: http://www.youtube.com/watch?v=b3L7OV414Kk) mostrava os “pacifistas” cantando a canção de guerra e genocídio de judeus (“Khaibar, Khaibar, oh Jews! The army of Muhammad will return!); a mulher ao fim do video diz que os barcos e seus “pacifistas” tinham dois finais felizes à sua frente: MARTIRIO ou Gaza; e havia saído uma foto de um “pacifista” que era o estereótipo de árabe terrorista, com uma adaga na mão e possesso (http://migre.me/Ktv6)
pra mim ficou claro que tudo tinha sido montado: monta uma flotilha como se fosse de ajuda humanitária, bota um monte de useful idiots de outros países (como a brasileira Lee aquela) pra dar credibilidade, e um monte de mártirs que certamente vão atacar os judeus como possam e ser presos (ou mortos).
quem organizou oficialmente a coisa foi a IHH, que era braço da Al-Qaeda há mais de 20 anos. os turcos que morreram já haviam dito que queriam ser shahid (mártir): http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-3898109,00.html
o video mostra tudo: os soldados SERIAM MORTOS se não atirassem (como tu páras uma multidão furiosa que tá transformando soldados em polpa e que quer se matar??). é claro que isso não desculpa a extrema incompetência com que a abordagem foi feita (Israel parece ter acreditado na versão “flotilla de pacifistas”, o que é de uma ingenuidade extrema, já que nem eu acreditei).
a questão do martírio é a questão central aí (o que faz com que esses caras devam sim ser chamados de terroristas). mas isso é convenientemente esquecido nos teus argumentos e nos da massiva campanha contra Israel. por exemplo (do teu link):
“So, imagine if Hamas had boarded a ship in international waters and shot a Jewish American who had lived in Israel most of his life”. if Hamas boarded a ship etc., make no mistake, it’d be to kill the people that were on it. but the point is, Hamas DOESN’T HAVE to board any ships. and I haven’t heard of ANY Jewish American person who spoused a doctrine of martyrdom and supremacism, who would want to (let alone accomplish) kill himself and a number of Hamas operatives in the name of Jewish supremacism and propaganda.
esqueci: o Hamas (e todos os outros grupos terroristas) ROTINEIRAMENTE fez exatamente isso, matar civis (e não somente judeus) pelo simples fato de serem judeus ou kafir (infiéis); mas isso nao importa, não causa outcry internacional, pois é “resistência”.
todo teu argumento, marlon, é baseado num erro primordial:
Se eu, se tu, se QUALQUER UM estivesse a bordo de um barco e esse fosse abordado, QUALQUER UM reagiria. QUALQUER UM, entendeu?
Ser pacifista não significa fazer um alvo em si mesmo e dizer: ‘atira que eu gosto.’ No mais, se defender com facas, bastões e fundas (FUNDAS!?) é no mínimo ridículo como argumento pra sair matando.
É engraçado que em fúrias de massa muito piores que essa (como o G8 na Itália) onde houve uma morte, o governo já saiu rapidinho pra se desculpar. E eram milhares de manifestantes realmente armados e prontos pra ir pro pau (black bloc, google it).
Agora, veja só, comparar o black bloc (uma morte no G8, nenhuma em centenas de outras vezes) com um grupo de idiotas úteis já é uma forçação de barra. Comparar 100 com 10.000, aí é pedir absurdamente demais.
O fato é: provavelmente até nossa brigada teria feito um trabalho menos problemático que esse e teria resolvido, provavelmente, antes.
velho, tu não entendeu nada de nada.
“Se eu, se tu, se QUALQUER UM estivesse a bordo de um barco e esse fosse abordado, QUALQUER UM reagiria. QUALQUER UM, entendeu?
o barco supostamente era de ajuda humanitária e “pacifista”. olha o video (e todo meu argumento) e me diz se os caras não tavam preparados para matar e morrer. e, bueno, se eu estivesse num barco realmente pacifista e humanitário (não irei), NUNCA reagiria dessa forma contra soldados armados descendo de helicópteros. isso só faz quem é possesso por ideologia com a que apontei. e só não vê isso quem é totalmente cego.
“Ser pacifista não significa fazer um alvo em si mesmo e dizer: ‘atira que eu gosto.’” exato. my point was, os caras não eram pacifistas. “atira que eu gosto” É precisamente o que eles querem: martyrdom. do I have to repeat all the fucking argument again?
comparar o episódio do G8 com esse é ridículo. não eram mártires preparados lutando por uma ideologia fascista.
a nossa brigada mata qualquer um e que se foda. o exército de Israel (apesar da enorme cagada que fizeram), por toda a propaganda contra (e também outras coisas), tem um nome a zelar.
imagens videos realidade (como diz o Walter) = NADA.
a guerra é para ser eternizada.
a guerra é para ser eternizada.
>Que tipo de pessoa vai enfrentar um bloqueio militar declaradamente perigoso com crianças a bordo?
Esta é fácil de responder:
Um muçulmano ou um “idiota útil”.
Pra quem não sabe o que é um idiota útil, google “useful idiot”.
Para um muçulmano sua “fé” é 10.000 mais importante que seus filhos. Vide os “honour-killings”.
Por que a “flotilla da paz” não foi ajudar os haitianos que estão, estes sim, morrendo de fome ?
A população de Gaza e refém do Hamas assim como o Líbano é refém do Hizbollah.
O islam é um tumor.
TODOS SABEM DISSO. POUCAS PESSOAS TEM CORAGEM PRA FALAR !
Leiam.
Informem-se
http://www.Jihadwatch.org
barenakedislam.wordpress.com
http://atlasshrugs2000.typepad.com/
Roberto
Rio – Brasil
eu já vi esse post do roberto em vários lugares, e mais ou menos igual.
será ele um daqueles caras contratados pelo governo israelense pra ficar postando em redes sociais?
poxa, podia ao menos mudar a cada post…