Enquanto isso, no New York Times:

Fabricio Pontin | Estados Unidos08:24 | 19/05/2010
Categoria(s): Braziu, Braziu Potência, EUA, Irã, Mondo politica, Ziriguidum
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O acordo [do Irã] de última hora anunciado nesta semana com os líderes do Brasil e da Turquia foi muito similar àquele alcançado com as grandes potências no último outono.

Mas, depois de quase um semestre,

O atual acordo deixa o Irã com muito combustível, não coloca qualquer limite no enriquecimento de urânio em alta densidade e permite que Teerã retome o combustível estocado na Turquia quando bem entender e sem qualquer compromisso de negociação.

O Brasil e a Turquia, no entanto,

estão ansiosos para ter um papel mais importante na arena internacional. E também estão ansiosos em evitar um conflito com o Irã. Respeitamos esses desejos. Mas assim como todo o resto do mundo, eles [Brasil e Turquia] foram feitos de bobos por Teerã.

Portanto, o Brasil e a Turquia

devem se juntar com as demais maiores potências e votarem a favor da resolução do Conselho de Segurança. Mas, antes disso, eles deveriam voltar para Teerã e pressionar os mulás na direção de um acordo confiável e iniciar negociações sérias.

Conclusão: bonitinho esse pedaço de papel que vocês conseguiram, agora voltem lá e arrumem um que preste.


31 comentários to “Enquanto isso, no New York Times:”

  • van [ 19May10]

    1° “Como todo o resto do mundo, eles (Brasil e Turquia) foram feitos de bobos por Teerã”.
    Corage, homi, cridite no movimento!

     
  • Tweets that mention braziu » Blog Archive » Enquanto isso, no New York Times: -- Topsy.com [ 19May10]

    [...] This post was mentioned on Twitter by Antonio Amaral Braga, braziu.org. braziu.org said: Enquanto isso, no New York Times: http://goo.gl/fb/kcjzV #braziu [...]

     
  • van [ 19May10]

    http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2010/may/19/iran-nuclear-processing-un-sanctions
    Precisa voltar lá, tem certeza?
    “Together these nations have assumed the role of HONEST BROKER ABANDONED BY BRITAIN, FRANCE AND GERMANY.”
    Corage!

     
  • Fabricio Pontin [ 19May10]

    Van, eu não disse que eu concordo com o NYT.

    Sobre o Honest Broker: tudo bem, então o Brasil resolve ser Neutro com o Irã justamente no momento que todo mundo abandona o navio e dá as negociações por encerradas? China e Rússia têm muitas mais razões para continuarem negociando, são parceiros comerciais muito mais “históricos” do Irã do que a gente. Qual é a vantagem de entrar num barco na hora que os ratos tão saindo?

    O Itamaraty curte ser protagonista de um naufrageo?

     
  • van [ 19May10]

    Fabs, adoro entrar no barco quando os ratos já sairam. Óbvio.
    Naufrágio. Evito muito.
    Sabia que o Brasil agora é parceiro comercial da Pérsia?
    Sou professora de história, mas já estou me matriculando num curso de torneiro mecânico pra ver se eu fico mais maleável, conciliadora, enfim mais engajada no movimento. Ah meus sais!
    VIVULULA!
    2010 é Dilma no planalto e Serra no brejo – ou na papuda.

     
  • Cynthia [ 19May10]

    Nenhum sentido nessa historia toda.

     
  • van [ 19May10]

    Cynthia,
    O sentido é a ganância, é o dolar nero, é a indústria armamentista americana. A shame.
    http://www.youtube.com/watch?v=DAkWigV0bR8&feature=player_embedded

     
  • van [ 19May10]
     
  • Carmencita [ 19May10]

    no último outono –> o outono é agora
    não coloca qualquer limite –> não coloca NENHUM limite / não coloca limite ALGUM
    sem qualquer compromisso –> sem NENHUM compromisso / sem compromisso ALGUM
    ansiosos em evitar –> ansiosos por evitar
    devem se juntar com as demais –> devem juntar-se às demais
    major players = maiores potências?
    devem se juntar com as demais maiores potências e votarem –> devem… VOTAR
    conseguiram, agora –> conseguiram. Agora

    naufrageo –> naufrágio

    Sugestão: http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=aulete_digital

     
  • Carmencita [ 19May10]

    Vai ter postagem sobre o dia da liberdade de impostos?

     
  • Fabricio Pontin [ 19May10]

    “major players = maiores potências”. O que tu sugere?

     
  • Fábio Carvalho [ 19May10]

    O NYT afirma que o acordo permite que “Teerã retome o combustível estocado na Turquia quando bem entender e sem qualquer compromisso de negociação”.

    Pelo acordo recém-assinado, o Irã se comprometeria a enviar 1,2 mil quilos de urânio levemente enriquecido (LEU, sigla em inglês) à Turquia. Daí, 120 quilos de urânio a 20% seriam remetidos ao Irã no prazo de um ano. “Caso as cláusulas desta declaração não forem respeitadas, a Turquia, mediante solicitação iraniana, devolverá rapida e incondicionalmente o LEU ao Irã”.

    Então, não é quando “Teerã bem entender”, para usar a expressão do NYT.

    No mais, todos os players dizem que a AIEA deve se manifestar. A agência ainda nem recebeu os termos do acordo por escrito, até onde sei. Antes disso, os new players comemoram fim do impasse e os majors players dizem aprovar rascunho de novas sanções. Todos fazendo política internacional de modo muito sério? Ou querendo demonstrar que AIEA é apenas coadjuvante, supostamente técnica, da história?

    Li uma entrevista com um consultor da AIEA, Leonam dos Santos Guimarães, no Operamundi. Ele comenta sobre outro ponto abordado pelo NYT, referente ao estoque de urânio (“o acordo deixa o Irã com muito combustível”). Não sei em que medida a fonte é comprometida com a investida do Lulinha Paz e Amor com o governo do Armandinhojah, mas ele diz que [colchetes meus]:

    “Há muito tempo que o Irã trabalha com a mesma quantidade de combustível [urânio]. Eles têm um estoque limitado, resultado de extração de uma pequena mina, hoje esgotada, e de compras passadas. Entre outubro [do ano passado] e agora eles simplesmente não tiveram como aumentar seu estoque, até porque ninguém vendeu urânio ao Irã nesse tempo. Não dá para gerar urânio a partir de nada. É verdade que o urânio que eles têm pode ter sido enriquecido [a 20%], mas a quantidade não tem como ser aumentada. Esse argumento [suposta alteração da proporção do urânio a ser remetido e o que permanecerá estocado] insinua a possibilidade de o Irã continuar a fabricar uma arma nuclear com um estoque de urânio escondido, mas isso é totalmente falso”.

     
  • marlon [ 20May10]

    “Armandinhojah”

    gbosdjgsjdahfg;djahshdfg;adhs

    “um estoque de urânio escondido, mas isso é totalmente falso”.
    típico. POR QUE é totalmente falso? como se os observadores que estão no Iran fossem oniscientes. é muito mais lógico pensar que um Estado dedicado ao genocídio vá sim esconder urânio, comprá-lo da Rússia ou de quem seja, e fabricar uma bomba. lembra o mundo dizendo, “os alemães invadiram a Polônia, mas é totalmente falso que vá invadir qualquer outro país”. cambada de Chamberlains, essa mídia.

     
  • ORRESTODOMUNDO [ 20May10]

    “como todo o resto do mundo”
    -MENTIRA!

     
  • Fróid [ 20May10]

    Meldels!!! Isso aqui tá uma torre de Babel!!

    Só bebado pra entender…

    Tudo cólpa da Van!!! asjklgfsfg!

     
  • van [ 20May10]

    Fróid, relaxa.
    Adoro os banners daqui. O de hoje tá um luxo.
    Não vou nem dizer o que vim falar, banner tudo.

     
  • van [ 20May10]

    Marlon, presta at. neste vídeo. É real, viu?
    http://www.youtube.com/watch?v=kFnRk3HttJU&feature=player_embedded

     
  • Carmencita [ 20May10]

    A melhor maneira de ocultar seu próprio deslize é exigir sugestão de quem o aponta…

    Turquia e Brasil não são potências. “Major” seria simplesmente “importante”. E “players” são os envolvidos, os contendores. Até mesmo o LuLLa no Jornal Nacional (é só ir lá ver o vídeo no G1) de ontem usou a palavra “atores”. Se o presidente falou, então é porque eLLe tem autoridade, não é mesmo?!

     
  • Fábio Carvalho [ 20May10]

    Marlon,

    Eu não sei de onde o consultor da AIEA tirou a informação que eu colei ali. Imagino que o cara não é um ingênuo (= fdp em linguagem diplomática) de falar besteira que possa ser desmontada em dois tempos.

    Por outro lado, li hoje, na Folha, artigo do Kenneth Maxwell sustentando justamente o contrário. Ele diz que desde outubro do ano passado “o Irã adquiriu mais combustível, que não está incluído no acordo intermediado por Brasil e Turquia, o qual, de acordo com as estimativas, cobre apenas 52% do estoque total iraniano, ante 75% no acordo de outubro”.

    Ou seja, o Irã teria comprado, num semestre, quase 25% a mais do estoque de urânio que tinha até então. Maxwell não menciona quem faz as tais estimativas. Compreendo e compartilho do ceticismo da tal comunidade internacional em relação ao Armandinhojah, por óbvio. Mas. Porém. Contudo. Se a tal estimativa a que o articulista se refere foi feita pela diplomacia (sic) norte-americana ou outra fonte da Casa Branca, sorry, não confio também: já mentiram sobre armas de destruição em massa no Iraque. Deu no que deu.

    Obama escalou a hilária Clinton (que saiu vestida de barril na primeira aposta alta do pôquer internacional, disse o WSJ) e não deu nenhuma declaração sobre o assunto até agora. Outra coluna da Folha, do Clóvis Rossi, relaciona informação que, ao que me parece, tem lastro documental. E tem a vantagem de dar nome e sobrenome dos bois.

    “Quem estimulou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dialogar com os iranianos foi ninguém menos que Barack Obama. Você pode até não acreditar no que dizem porta-vozes do governo sobre o fato de que o acordo é calcado em carta que Obama enviou faz pouco a Lula. Mas eu ouvi diretamente de Robert Gibbs, o porta-voz de Obama, que o presidente norte-americano havia dito a Lula que o diálogo era importante”.

     
  • marlon [ 20May10]

    Fábio,

    pra mim é simples: o Irã quer, mais que tudo, o aniquilamento de Israel. isso é indubitável. então, além de atacar em outras frentes (enviar armamento a Hizbollah e Hamas, propaganda, jihad financeira, costurar acordos com Venezuela e Coréia do Norte etc.), é ÓBVIO que o Irã quer a bomba, conta com o beneplácito do Obama (e do Lula), e ninguém vai se opor frontalmente porque boa parte do que interessa já tá dominado pelo Islam. (UN, por exemplo: Síria, um país terrorista, que teve como ministro um dos piores nazistas, vai fazer parte do conselho de segurança; os 57 países islâmicos mandam e desmandam na UN; e por aí vai). isso num contexto em que há desenvolvimento e tráfico de mísseis (especialmente por Irã e Síria) que seriam capazes de levar ogivas. tipo, TUDO tá dizendo que os caras querem a bomba, não entendo como alguém pode comprar o discurso do Armandinhojah (adotei, aliás).

     
  • Fabricio Pontin [ 20May10]

    Carmencita,

    “ocultar o próprio deslize”,

    mona, tu me confundiu com KY, ok?

     
  • Fábio Carvalho [ 20May10]

    Marlon,

    Não entendo nada de nada de relações internacionais, menos ainda de bomba. Mas existem protocolos, tratados e leis: não dá para ficar citando livro sagrado como prova documental de sei lá o quê. Ainda que estejamos falando com uma teocracia. É claro que não posso concordar com teu ponto. Como assim, “ninguém vai se opor”? O Irã quase em chamas e você me diz que ninguém se opõe?

    É claro que eu não curto a cantoria do Armandinhojah. E acho que quando Alá o desenhou, ele tava detonando.

    Se fosse para te provocar, eu diria que não vejo ninguém da tal comunidade internacional se opor a Israel, que desenvolveu a bomba e está nem aí para o TNP. Cadê a AIEA? Essas seletividades são nocivas, porque diz para todo mundo que não há fair play. Nesse terreno, os extremistas e os fanáticos prosperam: inclusive aqueles que pretendem varrer Israel do mapa.

     
  • Carmencita [ 20May10]

    Ai!

    Pelo jeito saiu um:
    http://tinyurl.com/2crdmcg

     
  • marlon [ 20May10]

    Fabio,

    “Mas existem protocolos, tratados e leis: não dá para ficar citando livro sagrado como prova documental de sei lá o quê”. Eu não citei o livro sagrado como prova; mas pelo visto tu és outro que procura entender o que tá acontecendo com as categorias tradicionais. não funciona, bicho. aliás, a grande chave pra entender o que tá acontecendo é o Corão. (junto com um conhecimento do totalitarismo, via Arendt, e uma compreensão adequada da contemporaneidade, via vários autores). mais ou menos como Mein Kampf já anunciava o que seria o nazismo (mas aí entram muito mais coisas, Goebbels e seu uso da propaganda, o aspecto místico-religioso etc.).
    protocolos, tratados e leis eram muito mais respeitados antes de 1940, e isso não impediu que acontecesse o que aconteceu. com “ninguém vai se opor” quis dizer que ninguém tomou ainda atitudes concretas e radicais contra o que está por vir. isso depende de uma ética. nenhuma nação importante (Suíça, Suécia etc. não contam) tem patrimônio ético para se contrapor ao totalitarismo.

     
  • Carmencita [ 20May10]

    Fábio

    Você ainda tem reações adversas ao usar Lexotan?

     
  • Fábio Carvalho [ 20May10]

    Marlon,

    Você disse que “boa parte do que interessa está dominada pelo Islã”, por isso eu falei em texto sagrado. Ainda que não se possa olvidar o Corão numa teocracia ou a Bíblia numa democracia secular, não estou seguro de que as categorias tradicionais não funcionam. Penso que não dá para circunscrever, a priori, toda uma cultura como terrorista, bicho. Se eu não sou o Lula, não posso querer tratar todo iraniano como fanático, supremo aiatolá ou fiel seguidor de Armandinhojah. Mas esteja certo de que tenho muito mais dúvidas do que certezas nessa história.

    Carmencita,

    Devo ter reações adversas ao Lexotan ainda, caríssima. Não sei ao certo, pois não uso (mais do que simplesmente “evito”). Faz tempo que não me socorro de hipnóticos. Vai ver que é por isso que ando perdendo o sono. E vc, como anda? Com pele hidratada? Vejo que as unhas não têm atrapalhado sua correta digitação. Você continua afiadíssima ou está se lixando? Ah, Encarnación vai bem? Dê lembranças a ela.

     
  • Carmencita [ 21May10]

    Estou me lixando, sim! Mas para falar a verdade é a manicura quem faz esse trabalho. Preciso ficar com as unhas bem adequadas ao uso frequente do teclado. E elas ficam bem afiadinhas, num formato diferente. Tenho trabalhado muito. Minha fazenda do Facebook vai de vento em popa e eu não poderia deixar que as minhas amadas e hidratadas unhas competissem com outra parte importante da minha vida. Assim, vivo mais feliz. A fazenda me dá muitas realizações. É uma sociedade à qual me adapto bem.

    A Encarnación vai bem, sim. Com ares diferentes e lânguidos depois de casada. Também está feliz, com uma pele viçosa. Nada melhor que isso.

    Sabe que eu nunca tinha tido uma visão tão inspirada como a sua sobre o Lexotan?! Nunca consegui achá-lo hipnótico. Porém, confesso que ele tem um efeito mesmerizante em mim. Delí-ssss-cia!

    Mas ando preocupada com a Ariela. Viram o que aconteceu com ela?

    Um grande beijinho!

     
  • Fábio Carvalho [ 22May10]

    E eu que nunca pensei que unhas também demandassem hidratação…

    O Lexotan é, a rigor, um tranquilizante. É da fammília dos benzodiazepínicos, daí rola alguma sonolência, relaxamento e a pessoa adormece. Eu morro de insônia, mas tenho altas ressacas com benzodiazepínicos em geral. Por isso, prefiro um hipnótico mesmo, mas faz algum tempo que estou longe da tarja preta.

    Bom saber que Encarnación vai bem.

    Dei uma conferida no blog da Ariela depois de ler teu comentário. Vc se referiu ao que ela narra no post? Não a conheço pessoalmente, mas por óbvio desejo completo restabelecimento aos seus (dela). Médicos…

    O que me matou mesmo foi um link que ela deu para uma história envolvendo Morrã: coisa triste e que dificilmente será superada por quem precisaria fazê-lo.

    Grande beijinho pra ti também, caríssima.

     
  • fernando [ 25May10]

    Eu tenho os dois pés atrás com o Irã, mas essa paranóia de que o objetivo de vida de uma nação inteira é destruir Israel é RIDÍCULO.

    O fato é: se eles se propusessem seriamente a fazer isso, já o teriam feito assim que URSS falida estava liquidando tudo pra quem quisesse. E eles tinham relações boas com os comunas safados.

    Vamos ser minimamente racionais: Os caras vivem num isolacionismo. Nada mais natural que precisar de energia e pesquisa própria.

    E, finalmente, alguém me explica porque o Irã ter uma bomba é tão pior do que Israel ter o mesmo? Os dois são só dois lados da mesma moeda.

     
  • fabriciopontin [ 25May10]

    Meu problema não é com o Irã ter a bomba. Meu problema é o Brasil cometer suicídio diplomático ao ajudar na empreitada. :)

     
  • fernando [ 25May10]

    Nisso concordo contigo, fabricio.

    A questão que ficou estranha é a seguinte:
    primeiro o Obama e o secretário da ONU pedem pro Lula fazer os lados.
    Depois que ele faz, a Hilary Clinton corre pra dizer que isso não vale nada e faz concessões fortes pra China e Russia entrarem na jogada.

    No final, aquilo que parecia ser uma belíssima jogada pro Brasil se tornar um grande e positivo ator global acabou virando algo, no mínimo, extremamente controversa.

    Mas de forma geral, acho que o governo está com uma ótima atuação diplomática. Mas nesse caso do Irã, as próximas semanas dirão se foi uma grande cartada ou um erro brutal na qual entramos de gaiato.

     

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