Lula se reunirá amanhã com Silvio Berlusconi. Ambos estarão em Washington para a cúpula sobre segurança nuclear convocada por Barack Obama. Lula e Berlusconi, reservadamente, devem falar sobre Cesare Battisti.
No Brasil e na Itália, o assunto Battisti morreu. A repercussão da reunião de Lula e Berlusconi é zero. Nada. Acontecesse meses atrás, o encontro estaria na pauta da imprensa e guiaria as discussões de quem acredita que a) Battisti é um injustiçado e cometeu crimes políticos b) Battisti é bandido comum.
No Brasil, Cesare Battisti ganhou mais exposição do que sua figura comporta na Itália. Por aqui, qualquer pessoa que conheça o assunto sabe que Battisti é, como se diz, “peixe-pequeno” perto daqueles que o governo italiano realmente quer de volta.
Peixe pequeno, mas de boca grande. Battisti virou alvo por falar de mais. Livre em Paris, escreveu livros, fez amigos importantes, ficou famoso. Estava vivendo “alla grande”, como dizem aqui na Bota — “por cima da carne seca”, em bom português brasileiro. As famílias das quatro pessoas mortas por Battisti ou por seus companheiros consideraram que o ex-revolucionário estava pisando nos cadáveres que deixou. Nem mesmo a esquerda, que presumivelmente deveria defendê-lo, o fez.
O encontro de amanhã pode jogar mais alguma luz sobre essas questões. Poucas, ao que tudo indica. Lula precisa cuidar da sucessão no Brasil, Berlusconi quer começar uma fase de reformas institucionais na Itália. O caso, até ontem de vida ou morte, com declarações exageradas de ambas as nações [aqui e aqui], é hoje uma nota de rodapé.
Na política, assim como no futebol, a torcida logo apaga um campeonato quando outro começa.
Quem tiver curiosidade para saber como vivem os refugiados italianos em Paris pode ler esta reportagem aqui, escrita por mim e pelo Mário Camera para a revista IstoÉ.









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Battisti? realmente não me importo muito. (sim, assassino, tem que ser preso, Tar$o foi um coglione mais uma vez etc. mas qualquer coisa “ética”, incluindo condenação e prisão e deportação, só seria feita se houvesse grupos “terroristas” judeus explodindo mesquitas, e infelizmente não há). o que importa é a cúpula sobre “segurança” nuclear – bonito eufemismo, ou $imulacro, como diria João Bodriár, para o plano da realeza saudi de deixar Ahmadinejab (“meu amigo”, segundo o LuLLa) construir um poderio atômico. Obama reduz o arsenal americano (o que não importa muito, em termos numéricos, dado o tamanho da BAGAÇA) ao mesmo tempo em que beija o culo dos árabes e iraquianos, Kabul e Kandahar, e ataca Israel por construir em seu território.
bueno, olha os “lídere$” que temos: Berlusca, Lula e Obama (alinhados com China, Chavez e Amahdinejab). holocausto nuclear judeu não tardará, e logo depois é todo o mundo ocidental – 1939 all over again, desta vez globalizado.
a propósito, ducaralho o texto na Istoé. meio estranho ler vocês com um sesgo “neutro” (ou eu que tô viajando?), mas a matéria ficou muito boa.
A matéria da IstoÉ serve pra mostrar a vida desses caras. Cabe ali algum julgamento por parte de quem lê. Ao menos é o que achamos quando a escrevemos.
sempre cabe. quis dizer que estou acostumado com textos (de vocês) claramente soco no queixo, o que não é o caso desse para a Istoé. (não foi uma crítica, só uma percepção. ainda te devo umas Heinekens aqui em al_Andalus, coglione. : )
hehe
Sei que não foi. Mas por aqui é a nossa casa, fora daqui é o mundo real. Ou irreal. Vai saber.
Deve mesmo. Nesse verão vejamos se rola o pagamento.
pues, a ver. em maio estarei num apê tri, chega aí que o freezer estará cheio de heinekens e a paella é por conta do chef.
e o mundo é totalmente irreal. fumar maconha e votar na Ana Hickmann URG.
O Suplicy, o Ivan Valente e genéricos importam-se. Muito, inclusive.
W
Suplicy?
não irei.
É uma galera. Olha só:
http://www.dzai.com.br/static/user//33/33997/9ef2661f9644817914ed64c4358aab99.jpg
Tá tudo bem.