Serra: 35
Dilmão: 30
Agora, a parte que importa:
A rejeição da Dilma baixou (de novo), de 41% para 27%. Serra parece que estacionou na linha dos 35% enquanto a Dilma sobe de forma constante. Isso define alguma coisa?
O líder do PSDB na Câmara, João Almeida, em entrevista para o Terra Magazine, diz que não tem como competir. O Serra tem as obrigações dele como governador, e a Dilma fica usando a máquina o tempo todo para se promover. Ele acredita que a coisa vai mudar quando começar a campanha oficial, já que o Serra, “sem fazer nada”, continua na frente.
O Almeida teria razão em um cenário onde a Dilma estivesse com a rejeição estacionada ou aumentando. Mas a Dilma continua diminuindo a diferença e também a rejeição (não esqueçam que nem todo mundo que diz “não rejeitar” a Dilma vai votar nela). É verdade que a eleição não começa de verdade até o horário eleitoral, mas é complicado tu convenceres o eleitor que já mudou de opinião uma vez sobre um candidato a mudar de novo .
Sobre a hipótese de mudança de candidato do PSDB do Serra para o Aécio. Não vai rolar, esqueçam. Só se o Aécio resolver jogar mal, e até agora ele provou entender este jogo eleitoral relativamente bem. Não tem nenhum motivo para a gente pensar que o Aécio resolveria vestir a camisa e sacrificar uma campanha bem sucedida para o Senado (e uma provável chance grande de eleição em 2014) para que o Serra possa se eleger governador de São Paulo novamente.
Não é meu papel aqui questionar a metodologia do Ibope, da Datafolha ou do Gallup. Eu entendo que existe uma desconfiança generalizada quanto ao formato destas pesquisas de opinião (e parte disso é do jogo, já que os próprios partidos políticos tendem a descontar as pesquisas na medida que elas colocam eles em apuros). Mas tem um padrão desenhado nas últimas três pesquisas. Este padrão vai assim:
1) A eleição está entre Serra e Dilma
2) A Dilma diminui a diferença (inicialmente abismal) entre ela e o Serra
3) A Dilma diminui a rejeição (fundamental para o segundo turno)
Este padrão permite concluir que a transferência de popularidade do Lula para a Dilma é uma realidade (expressa na queda da rejeição).
E o Ciro? Pelo que percebo, tem duas tendências na leitura da participação do Ciro nesta eleição. A primeira ia ler a participação dele como fundamental para a ocorrência do segundo turno. Isso era quando o espaço entre a Dilma e o Serra era quase de 20% e um aliado petista em uma chapa diferente poderia “captar” votos de indivíduos que rejeitam a Dilma. Agora? Agora isto é história antiga. Daí entra a segunda tendência de leitura, que seria ver o Ciro como um terceiro candidato – de fato. Não sei se esta leitura faz sentido em um cenário onde a Dilma e Serra tem uma rejeição relativamente baixa (27 e 25%, respectivamente). Talvez isso vá ser o caso no momento que a campanha iniciar na TV.
Outra coisa, 42% dos entrevistados não sabem quem é o candidato do Lula. Levando em consideração a transferência de popularidade como um fato nas últimas pesquisas, é uma boa idéia manter este dado em mente para a próxima pesquisa: se mais pessoas souberem quem é o candidato, e este candidato ter a rejeição seguindo em queda, o Serra vai ter um grande pepino na mão dele.
Eu sei que, historicamente, é muito cedo para conclusões em cenários eleitorais como o brasileiro. Mas vamos combinar que a grande aposta da Dilma é a transferência de votos. Conforme isso vai se consolidando nas pesquisas, a gente vai ser capaz de desenhar um padrão irreversível. Vou insistir isso com vocês: uma vez que o cara muda de opinião, que ele deixa de rejeitar o candidato, fazer ele voltar para a negativa é muito complicado. A grande esperança do Serra, daí, é fazer com que o cara que não acha a Dilma tão ruim ache ele um pouco melhor. Nas próximas pesquisas a gente vai poder perceber se isso tá acontecendo no momento que a Dilma estacionar em um porcentual “x” e a rejeição dela continuar diminuindo. Daí, a gente vai saber que ela não tá conseguindo transformar a relativa popularidade dela em votos. Mas boa sorte para o Serra se esta for a melhor aposta dele para o segundo turno.









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o foda desta eleição é que é depois do lula, sem um grande uma grande personalidade carismática, ou ou tu vota no justo veríssimo, ou num caminhoneiro do vitraux (boate porto alegrense onde eu me sinto mulher, diante do contraste de testosterona)
fisicamente? acho que é só dar o bigode do Olívio para o Serra
A tua frase até estaria correta, mas o problema é que o Justo Veríssimo é o Lula.
DILMA = RAINHA VERMELHA
http://www.priskaraujo.com/wp-content/uploads/200…
Prefiro a Neuzão de Ó paí, ó!
Fantástico! inteligência sem limites!
.se mais pessoas souberem quem é o candidato, e este candidato TIVER
Conforme isso FOR se consolidando nas pesquisas, a gente vai ser capaz de desenhar um padrão irreversível. Vou insistir NISSO com vocês: uma vez que o cara muda de opinião, que ele deixa de rejeitar o candidato, fazê-LO voltar para a negativa é muito complicado. A grande esperança do Serra, daí, é fazer com que o cara que não acha a Dilma tão ruim O ache um pouco melhor.
Pra mim, Dilma apenas — e demorou! — atingiu os 30% que qualquer candidato petista, até o Delubio Soares, atingiria. Eles sempre tem esses 30%. Quero ver é ir além disso.
O Montenegro já se quebrou em suas previsões que eram óbviamente anti-Dilma, agora está cheio de desculpa porque percebeu que os absurdos que disse prejudica a sua empresa o IBOPE. A Dilma vai ganhar no primeiro turno, quem viver verá, e não adianta o Instituto MIllenium e catrafas jornalistas espernearem. E tenho dito!
Gabriel: Não sei se qualquer candidato petista atinge 30%. É possível. Mas também é fato que a Dilma teve um tremendo crescimento em um tempo curto. Talvez tu tenha razão e isso seja simplesmente uma consequência do pessoal saber que ela é a candidata do PT. Pode ser. Mas ainda assim, o curioso aqui é a transferência de votos e a diminuição da rejeição. Se é verdade que qualquer petista atinge 30%, também é verdade que a rejeição média de candidatos do PT é maior. Mesmo quando o Lula foi eleito, a rejeição dele era superior a esta rejeição da Dilma. Não sei o quanto isso vai influenciar no fim das contas, tem que esperar as próximas pesquisas.
Farpa: Um monte de coisa é possível, é possível até que a Marina ganhe a eleição (é, vai nessa). Mas acho bastante improvável, com os dados que a gente tem agora, acreditar em uma eleição resolvida no primeiro turno. Mas tem que esperar. Tem horário eleitoral pela frente, tem baixaria para ser jogada no ventilador, aquela coisa de sempre.
Gabriel: Não sei se qualquer candidato petista atinge 30%. É possível. Mas também é fato que a Dilma teve um tremendo crescimento em um tempo curto. Talvez tu tenha razão e isso seja simplesmente uma consequência do pessoal saber que ela é a candidata do PT. Pode ser. Mas ainda assim, o curioso aqui é a transferência de votos e a diminuição da rejeição. Se é verdade que qualquer petista atinge 30%, também é verdade que a rejeição média de candidatos do PT é maior. Mesmo quando o Lula foi eleito, a rejeição dele era superior a esta rejeição da Dilma. Não sei o quanto isso vai influenciar no fim das contas, tem que esperar as próximas pesquisas.
Farpa: Um monte de coisa é possível, é possível até que a Marina ganhe a eleição (é, vai nessa). Mas acho bastante improvável, com os dados que a gente tem agora, acreditar em uma eleição resolvida no primeiro turno. Mas tem que esperar. Tem horário eleitoral pela frente, tem baixaria para ser jogada no ventilador, aquela coisa de sempre.